Preço da gasolina no Acre ultrapassa média estipulada pelo Governo Federal – Jornal A Gazeta

Preço da gasolina no Acre ultrapassa média estipulada pelo Governo Federal

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta segunda-feira, 13, a tabela com o preço médio que deve ser usado como referência em 16 estados e no Distrito federal a partir desta quinta-feira, 16.

Além do Acre, os novos valores abrangem o DF, Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

Segundo a tabela, o preço médio da gasolina a ser praticado no Acre é o de R$ 5,02 o litro. O que poucos consumidores sabem é que o valor do combustível no estado já é superior ao estipulado pelo governo.

De acordo com o último levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre os dias 5 e 11 de maio, o preço médio da gasolina no Acre é de R$ 5,09 – ou seja, R$ 0,07 a mais do que a média definida pelo Confaz.

Em Rio Branco, a média é de R$ 5,00 podendo ser encontrado até por R$ 5,09 o litro. Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, o litro do combustível pode passar de R$ 5,58.

Os valores divulgados pelo Confaz refletem o preço praticado para as distribuidoras, sem tributos, e em cima deles são acrescentados diversos impostos e margens de lucro em cada etapa do processo, até chegar ao valor final nas bombas.

A tabela do conselho também traz os novos preços praticados no gás liquefeito de petróleo, querosene da aviação, etanol, gás natural veicular (GNV), gás natural industrial e óleo combustível.

Em nota, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) informa que a tabela divulgada pelo Confaz não tem a ver com o valor real de cada revendedor.

“É apenas uma estimativa da média dos preços praticados em cada estado. A tabela, em rigor, está relacionada a um preço médio comercializado, o que não significa que cada posto pratica o mesmo valor”, diz o texto.

A nota destaca ainda que o Sindepac não pode instruir, obrigar e opinar sobre os valores estipulados pelo postos. “Cada estabelecimento pratica o preço de acordo com seu custo de operacionalização”.

 

 

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