Recuo da taxa de desemprego no Acre é efeito sazonal, afirma especialista – Jornal A Gazeta

Recuo da taxa de desemprego no Acre é efeito sazonal, afirma especialista

“É um efeito sazonal. Nesse período de verão, normalmente a economia dá uma aquecida independente de governo”, diz o economista Carlos Franco, sobre a redução da taxa de desemprego no Acre.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Acre foi o Estado que registrou a maior queda da taxa de desemprego no segundo trimestre (de abril a junho, período em que começa o chamado “verão amazônico”), passando de 18% para 13,6%. Amapá e Rondônia também registraram diminuição. Nas outras 17 unidades da Federação, a taxa se manteve.

Só em junho, o Acre ganhou 247 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A alta foi puxada pela construção civil, que gerou 119 novos postos.

Mas o que parece ser um sinal de recuperação da economia local pode ser apenas um efeito sazonal, ocasionado pelo período de verão.

“O governo retoma obras. A prefeitura está com muitas obras. As famílias também aproveitam esse período para reformar a casa, construir. Então, no caso do Acre, é mais o ciclo do verão do que, de fato, uma retomada da economia”, explica o especialista.

Desemprego no Brasil

No Brasil, a taxa de desemprego recuou para 12%, percentual inferior aos 12,7% do primeiro trimestre deste ano e aos 12,4% do segundo trimestre de 2018.

“Nossa economia local depende muito das transferências da União. Mas se tudo caminhar para o crescimento nacional, o Acre deve entrar nessa. Se a economia voltar a funcionar, o governo federal pode repassar mais recursos para os estados”, diz Franco.

Apesar da redução, existem 3,35 milhões de desempregados no país que procuram trabalho há pelo menos dois anos. Isso equivale a 26,2%, ou seja, uma em cada quatro pessoas estão desocupados no país.

No segundo trimestre de 2018 o contingente de desempregados procurando trabalho há no mínimo dois anos tinha menos 196 mil pessoas, ou seja, era de 3,15 milhões.

No segundo trimestre de 2015, o total era de 1,43 milhão de pessoas, ou seja, menos da metade do segundo trimestre deste ano.

 

Assuntos desta notícia