Saudade tem nome – Jornal A Gazeta

Saudade tem nome

Estranho pensar em como o tempo está passando cada vez mais rápido. Há exato um ano, estava em férias, no litoral. Se fechar os olhos ainda consigo sentir a brisa do mar e a água salgada acalmando meu coração. Daí eu abro os olhos e a realidade me soca o estômago.

Pesada e dolorosa assim têm sido os dias. Alguns um pouco mais leves, mas a sensação de plenitude mesmo eu deixei naquela praia onde os grãos de areia, sol e mar testemunhavam a minha gratidão pela vida.

Mal sabia que tanta coisa iria acontecer um ano depois. Coisas legais e outras nem tanto. Mas, hoje, especialmente hoje, eu sinto falta das ondas beijando meus pés e purificando minha energia e meus pensamentos.

O mar por si só já seria motivo para dar as costas para o Acre”

O mar por si só já seria motivo para dar as costas para o Acre. Estado esse que é pegajoso mesmo sem qualquer atrativo além do sol forte e o excesso de umidade. Mas, que, mesmo assim, quem bebe da água do Rio Acre sempre volta. E, às vezes, de vez.

Acreano é assim mesmo. Reclama a beça de sua terra. Mas, não admite que forasteiros o façam. Enjoado é pouco para esse povo.

Não consigo entender como alguém que more no litoral não valorize o poder a água salgada. A rotina de quem mora no litoral tem vários outras vantagens. Por estimular uma alimentação melhor, a prática de atividades físicas, o relaxamento físico e mental, um sono com mais qualidade, um melhor estado de humor e o contato com a natureza, a qualidade de vida na praia resulta em um ganho enorme de saúde.

Enquanto o mar ainda está bem longe, vamos enfrentar a chuva marota que insiste em cair nesses dias…

BRUNA LOPES é jornalista

jornalistabrunalopes@gmail.com

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