SUS inclui dez novas terapias alternativas, como a Geoterapia – Jornal A Gazeta

SUS inclui dez novas terapias alternativas, como a Geoterapia

 

O Ministério da Saúde (MS) anunciou nesta segunda-feira, 12, a inclusão de dez novas terapias alternativas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população.

Chamadas de “práticas integrativas” ou “complementares” à medicina convencional, esses tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir doenças, como hipertensão e depressão.

A gerente da Divisão de Práticas Integrativas e Complementares da Secretaria de Estado de Saúde, Kariny Araújo, fala da importância das terapias alternativas para a prevenção de doenças.

“A proposta é que ao invés de cuidarmos da doença, nós cuidemos da saúde. Na medida em que eu cuido das pessoas, promovo a saúde e previno doenças, automaticamente eu tenho uma melhoria da qualidade de vida e redução dos custos do sistema de Saúde.”

Araújo destaca que as práticas integrativas reduzem a procura por atendimentos médicos, diminuindo assim os gastos com tratamentos tradicionais. Apesar dos benefícios, o número de terapias oferecidas no estado ainda é pequeno, se comparado às possibilidades ofertadas pelo SUS.

No Acre, são ofertadas apenas seis práticas: fitoterapia, acupuntura, homeopatia, automassagem, reiki e yoga. Vale lembrar que, cabe às unidades de saúde municipais e estaduais decidir se adotam ou não os tratamentos.

“Ainda estamos num processo inicial. Nós precisamos sensibilizar os gestores para utilizamos essas práticas. É algo muito novo pra gente, muitas pessoas ainda não conhecem e outros desacreditam da eficácia. É um trabalho lento de construção de uma nova cultura e de resgate de uma sabedoria nossa, da medicina tradicional.”

A princípio, apenas cinco práticas alternativas eram oferecidas pelo SUS. Em 2017, foram incorporadas 14 atividades, somando 19 procedimentos. Hoje, as terapias estão presentes em 57% dos 5.570 municípios do país. Em oito anos, o numero de atendimentos em terapias complementares cresceu 670%, segundo o MS.

Confira as terapias incluídas:

Apiterapia: método que utiliza substâncias produzidas pelas abelhas nas colmeias, como apitoxina, geleia real, pólen, própolis, mel e outros;

Aromaterapia: uso de concentrados voláteis extraídos de vegetais, os óleos essenciais promovem bem-estar e saúde;

Bioenergética: visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento e adoecimento; adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos, ajudando a liberar as tensões do corpo e facilitando a expressão de sentimentos;

Constelação familiar: técnica de representação espacial das relações familiares que permite identificar bloqueios emocionais de gerações ou membros da família;

Cromoterapia: utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo;

Geoterapia: aplicação da argila com água no corpo; pode ser usada em ferimentos, cicatrização, lesões e doenças osteomusuculares;

Hipnoterapia: conjunto de técnicas que, pelo relaxamento e concentração, induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado para alterar comportamentos indesejados;

Imposição de mãos: imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente; promove bem-estar e diminui o estresse e a ansiedade;

Ozonioterapia: mistura dos gases oxigênio e ozônio por diversas vias de administração; tem finalidade terapêutica e promove melhoria de diversas doenças, sendo usada na odontologia, neurologia e oncologia;

Terapia de Florais: uso de essências florais que modifica certos estados vibratórios; auxilia no equilíbrio e harmonização do indivíduo.

FOTO – ARISON JARDIM

 

 

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