Vá a lugares que é querido – Jornal A Gazeta

Vá a lugares que é querido

Vá a lugares que é querido
Olá, tudo bem?
Como vai você?
Desejo sinceramente que esteja bem!
É maravilhosa a sensação de saber que às quintas-feiras estamos bem juntinhos, conversando e refletindo sobre nossas vidas, nosso dia a dia através dos artigos.
Diga-me uma coisa: já aconteceu de você estar em determinado lugar e sentir que não é querido, apenas tolerado?
Percebeu que nem sequer aquele ou aqueles que ali estão, olham em seus olhos, e não ficam realmente à vontade com a sua presença?
Tem a sensação que falam de você pelas costas? Que influenciados ou não, te evitam? Ignoram? Deixam de lado? Faz questão em demonstrar desprezo? E que não se importam em mostrar que não têm nenhum sentimento ou consideração por você, e nem com aqueles que vem de você?
Doloroso não acha?
Esta comunicação não verbal, às vezes, é pior do que palavras.
Palavras, quando ditas, nos possibilitam argumentar, questionar, defender ou nos posicionarmos. Colocarmos para fora aquilo que no momento estamos sentindo.
Mas, por outro lado, quando apenas é demonstrado em gestos, expressões e olhares, surge inclusive a sensação de humilhação, pois o desprezo dói na alma e pode vir a refletir em nosso corpo.
Já se sentiu assim?
Meu amigo, minha amiga, o que te leva a se submeter a este tipo de agressão?
Prefere permanecer insistindo, indo a lugares onde apenas é tolerado?
Até quando permitirá ser machucado?
Olha só, amar-se é extremamente importante.
Quando nos amamos, nos defendemos, nos protegemos, cuidamos para que nada permaneça nos afetando, agredindo, prejudicando o nosso caminhar, a nossa existência.
Lamentavelmente, como seres humanos, estamos deixando de sermos humanos em nossas atitudes.
Deixando-nos ser dominados por um Eu impostor, um EU que não é nosso, que não nos pertence, mas que tem tomado conta de nós, e guia-do de forma egoísta a nossa vida.
Um EU que devido a sua dimensão, tem prejudicado relações, afetado escolhas e causado ruídos em nossa comunicação.
Um EU que nos permite olhar apenas para nós mesmos, que nos torna o centro, fazendo-nos esquecer que não apenas nós precisamos ser bem tratados, queridos, apreciados, valorizados, respeitados, mas que os outros também possuem as mesmas necessidades.
Temos esquecido de tratar os outros como desejamos ser tratados.
Cobramos o que não damos, e ainda reclamamos porque não recebemos.
Falamos das pessoas por trás, mas nos ofendemos quando recebemos o mesmo tipo de tratamento.
Temos esquecido que recebemos aquilo que damos, e que colhemos o que nesta vida plantamos.
Mas, diga-me uma coisa: vem percebendo que tem sido apenas tolerado nos lugares ou lugar que tem ido?
Meu amigo me deixe te dizer uma coisa, pessoas que nos tratam assim precisam passar por uma reeducação emocional e também cultural.
Estas, precisam aprender a olhar melhor para si mesmas, quebrar o orgulho e admitir sua falta de educação, ignorância e agressividade.
Precisam descentralizar-se!
Quanto a esta atitude em reconhecer a necessidade de mudar, ninguém decide e toma por ninguém.
Nós é que precisamos parar de falar dos outros, e usarmos esse tempo de forma positiva, olhando mais para nós mesmos com todos os nossos defeitos e negatividades.
Sim, precisamos conhecer o processo da humildade, querermos e aprendermos a fazer uso dela, para assim buscarmos a verdadeira mudança, pois esta começa em nós, de dentro para fora, externando através de palavras, atitudes e demais comportamentos.
Falar por trás nos afasta do nosso verdadeiro EU, das pessoas. Perdemos oportunidades, somos tidos como não confiáveis, nos torna pequenos e nos afasta da essência humana.
Além do que, ninguém é obrigado a aceitar aquilo que o causa mal.
Portanto, não se agrida. Vá a lugares que realmente é querido.

Um grande abraço!

Fica com Deus.

Claudia Correia é Psicóloga
claudiacorreiamt@hotmail.com
Facebook: Claudia Correia de Melo
Site: claudiacorreia.com.br

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