Integração – Jornal A Gazeta

Integração

Estamos bem mais preparados agora para esse elo com Manaus do que estávamos séculos ou décadas décadas atrás.

 

O anúncio da Gol Linhas Aéreas sobre a implantação de mais um voo para o Acre é muito importante para a nossa rota de integração amazônica e internacional. O novo voo fará o trecho direto entre Rio Branco e Manaus. Um trajeto já bem conhecido por nós, acreanos, em décadas passadas, e que será essencial para o nosso futuro.
A ligação com Manaus, a maior cidade da Amazônia brasileira, e também a maior capital da Região Norte, garante ao Acre mais opções de transporte aéreo, até porque chegar lá por via terrestre e fluvial é praticamente inviável. O acesso pra lá amplia o leque de opções para estreitar parcerias e negócios com empresas e empreendimentos do Amazonas.
Para fins de turismo, então, o ganho é maior. Até então, é comum ouvir acreanos dizendo que vão aproveitar nossos muitos – e merecidos – feriados para ir a Porto Velho. Isso porque arriscar uma viagem para outros lugares do Brasil sai mais caro, bem mais caro, especialmente pra quem não tem como se programar com antecendência e só consegue comprar passagem de última hora. Sem contar com o fato de que Manaus é uma bela metrópole, desenvolvida, com turismo estruturado, muitas riquezas naturais e que atrai muitos turistas estrangeiros. Um voo de lá direto para o Acre pode fazê-los dar uma ‘esticadinha’ pra cá também.
Além disso, Manaus possui um aeroporto com mais voos para outros locais do país. O aporte de aeroporto internacional também garante a nossa população mais facilidade para ganhar o mundo, e fazer valer a velha brincadeira de que acreano a gente encontra em qualquer lugar do mundo. E temos muito a oferecer aos turistas de Manaus também, por sermos uma via de ligação terrestre viável com a Bolívia e o Peru.
Portanto, a entrada desse voo da Gol entre Rio Branco e Manaus tem tudo para ser um benefício gigante para o Acre. Nesta nossa fase atual, creio que estamos bem mais preparados para esse elo com Manaus do que estávamos séculos atrás (quando o contato com os barões do Amazonas era só pra levar daqui a nossa borracha) e décadas atrás (quando só trazíamos muamba das importadoras de lá). Mas, para isso, precisamos saber explorar bem essa ligação. Fazer valer a máxima de que investimentos atraem mais investimentos, dinheiro gera dinheiro. Temos agora um desafio grande de saber como explorar da melhor forma possível essa conexão.

* Tiago Martinello é jornalista.
E-mail: sdmartinello@gmail.com

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