Exposição apresenta os resultados do projeto Linha do Tucum

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Preservação e economia! É curioso o quanto 2 palavras podem representar idéias tão distintas entre si. Porém, para provar o contrário, a Biblioteca da Floresta inaugurou ontem uma dinâmica exposição de produtos artesanais da Amazônia, confeccionados com base na fibra de tucum (Astrocarym chambira). A apresentação estará disponível na biblioteca até o dia 31 deste mês, a partir das 19h.

Como prova do caráter socioambiental, ela consiste num trabalho conjunto da comunidade Vila Céu do Juruá, envolvendo 35 pessoas diretamente em seu processo produtivo. A iniciativa é promovida pelo Instituto de Estudos da Cultura Amazônica (Iecam), por meio do projeto Linha do Tucum Artesanatos da Amazônia. Por conta da sua qualidade, também conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Petrobras.

De acordo com Vera Fróes, coordenadora do projeto, estão expostos diversos itens artesanais, desde redes e tarrafas até cintos, colares e vários tipos de bijuterias. Outras atrações da feira são as apresentações em multimídias (vídeos, fotos, slides, etc) e o lançamento do livro Viagens do Juruá, de Alfredo Gregório, idealizador do trabalho realizado pela comunidade do Juruá e um dos maiores responsáveis em promover a exposição. Segundo ela, este projeto visa comprovar a aliança de um modelo econômico tão capitalista quanto o atual com a extração de matéria-prima de forma manejada.

“Queremos mostrar que é possível se chegar ao desenvolvimento sem ter que desmatar as florestas. E um dos principais caminhos para tal meta é justamente pelo artesanato. Assim, o trabalho que apresentamos consiste em unir as pes-soas no coração da floresta para gerar um produto que possa ser comercializado. É oferecer à comunidade em questão uma alternativa de ocupação econômica. Além disso, outro ponto importante é que conseguimos trazer de volta o conhecimento das mães fiandeiras do Juruá, sem contar que a matéria-prima usada, o tucum, é altamente biodegradável se comparada a outros materiais derivados do petróleo”, finalizou a coordenadora.

 

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