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Janeiro trágico

A maior atração de 2010, por enquanto, tem sido as manifestações da natureza traduzidas em tragédias pelo Brasil e o mundo. Começamos o ano com uma chuvarada, em Angra dos Reis (RJ), que provocou o deslizamento de encostas vitimando mais de 60 pessoas.

Na capital de São Paulo as alagações ainda não deram trégua deixando uma trilha de dezenas de mortos. No interior paulista a histórica São Luis do Paraitinga foi destruída. Pontes desabaram com as forças das águas no Rio Grande do Sul deixando mais vítimas.

O janeiro negro teve seu ápice com o terremoto no Haiti onde morreram mais de 200 mil pessoas e outras milhares estão desabrigadas. Agora, bem próximo do Acre, 200 turistas ficaram ilhados devidos as chuvas no Vale Sagrado peruano próximo a Machu Pichu. Por outro lado, os Estados Unidos e a Europa vivem um dos invernos mais rigorosos da história.

Um balanço que merece uma reflexão. Será que as explorações econômicas dos recursos naturais estão provocando um descontrole da natureza? Muita gente não gosta da discussão sobre as questões ambientais. Acham que provocam um atraso para o desenvolvimento. As civilizações humanas precisam decidir se a exploração irracional dos recursos naturais vale o preço cobrado pela natureza em fúria. Por aqui, as nossas autoridades precisam ficar atentas com o Rio Acre que está a um metro da cota de alerta. Uma história nós já conhecemos.