Com 5 andares e heliporto, obras do PS seguem a todo vapor

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O Governo do Acre está investindo R$ 20.103.000,00 no novo Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) também conhecido como Pronto-Socorro. As obras estão a pleno vapor e a implantação da base conta com uma tecnologia nova no Acre, denominada de hélice contínua. Com uma perfuratriz conectada ao reservatório de concreto, o buraco da estaca recebe o concreto quando a máquina conclui a escavação-operação que não leva mais que vinte minutos. “Ela já injeta o concreto quando o buraco fica pronto”, explicou um dos engenheiros responsáveis pelo projeto,  Marcos Dantas. Algumas estacas terão vinte metros de profundidade.

A nova unidade terá cinco pavimentos  e um heliporto. Na fase de implantação da cobertura, a construtora responsável irá usar outra tecnologia nova. A laje, por exemplo, será nevurada e com protensão. Serão usadas formas  metálicas em sua composição para evitar imperfeições que costumam aparecer  no sistema convencional, em que se utilizam moldes concretados.

O prédio atual passa por reestruturação, reforma e ampliação e atende somente os casos graves classificados nas cores amarela e vermelha, que significam ocorrências com risco de morte em horas ou minutos caso não haja assistência médica urgente. Parte do PS foi completamente demolida para dar lugar a uma nova e moderna estrutura e, para garantir o atendimento universal e eficiente,  foram mantidos os profissionais mais experientes do setor de emergência do PS.

A enfermaria de observação pediátrica foi desativada, mas as destinadas a adultos continuam funcionando devido à forte demanda. Do total de atendimentos, 70% referem-se a  pacientes adultos. A entrada da emergência  foi  transferida para a lateral do PS,  na Avenida Getúlio Vargas. No local foram mantidas  quatro salas, uma para cada uma das especialidades de emergência: clínica, traumática, ortopedia e pediátrica. O novo prédio terá  três pavimentos de enfermaria, um para administração e o heliporto.

 PS conclui organização da rede de urgência
Na avaliação do médico e secretário de Estado da Saúde, Osvaldo Leal, o que o PS vive é uma grande reconstrução que o tornará um centro de excelência em urgência e emergência. “O PS deixa de ser um lugar onde tudo acontece para uma unidade com profissionais cada vez mais especializados. Isso significa salvar vidas”, disse Leal.

Quando concluída esta primeira etapa da reconstrução, o PS estará consolidando a rede de saúde no componente alta complexidade em emergências, atuando na ponta de um sistema que tem as Unidades de Pronto Atendimento como porta de acesso. As  UPAs do Segundo Distrito e Tucumã atendem à população com horários diferenciados. A primeira funciona ininterruptamente durante 24 horas com capacidade para receber pacientes graves. Duas unidades móveis do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)  dão assistência no local. Na UPA Tucumã o horário de funcionamento é de 7h às 22h com serviços ambulatoriais.

“É um trabalho de reestruturação completa”
O secretário de Obras Públicas, Eduardo Vieira, acompanha de perto a evolução da reforma no PS e diz que o que está sendo realizado é um projeto de grandes proporções. “Iniciamos por aqui um trabalho de reestruturação completa do PS”, disse Vieira. São  137 Leitos nas enfermarias, sendo que  dez  são destinados à  Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Somando-se os leitos que já existem, a UTI terá 19 leitos.

A área construída é de 6,4 mil quadrados. A próxima etapa do processo de reestruturação do hospital contará com investimentos de cerca de R$ 6 milhões, recursos que já estão previstos.

 UPAs reduziram de 1.000 para 180 atendimentos diários no PS
Logo nos primeiros dias de abertura da UPA do Segundo Distrito já foi possível perceber que a rede de atenção básica passaria a funcionar com qualidade e efi-ciência mesmo que o  Pronto-Socorro atendesse apenas casos em que há risco de morte para o pa-ciente. Até o final do ano passado, parecia predominar uma cultura de que apenas o PS resolvia questões básicas, tese derrubada com a inauguração da UPA do Segundo Distrito, a qual se somou a UPA do Tucumã para compor uma rede que trouxe resultados muito importantes para o sistema de saúde do Acre: até antes da inauguração da UPA, eram rea-lizados 1.000 atendimentos diários no Pronto-Socorro, sendo que a imensa maioria poderia ser solucionada nos postos e centros. Com a UPA do Segundo Distrito, o PS vive sua verdadeira vocação,  a  de urgência e emergência e hoje realiza 180 atendimentos, apenas os de alta complexidade.

“Esse número significa que o paciente está sendo melhor acolhido não se mistura com as urgências, o que traz muito mais qualidade ao seu atendimento”, disse Lucia Carlos, presidente do Hospital de Clínicas do Acre,  a nova estrutura da Fundhacre, que está em fase de extinção.

 

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