Dengue: cidades com risco de epidemia capacitam agentes e pedem o apoio da comunidade

Brasília – Municípios brasileiros que correm risco de enfrentar uma epidemia de dengue em 2010 estão capacitando mais agentes de controle para reforçar as equipes e cobram da população maior engajamento no combate à doença.

Em Ilhéus (BA), médicos, enfermeiros e técnicos de saúde já participaram da primeira etapa da capacitação. Profissionais de saúde com nível médio também concluíram uma espécie de minicurso sobre o combate à doença. O destaque, entretanto, está na mobilização de agentes do Programa Saúde da Família, que alertam para a responsabilidade da população no sentido de evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti.

No estado de Minas Gerais, os bairros de classe média e média alta do município de Governador Valadares concentram o maior número de focos do mosquito da dengue. De acordo com a prefeitura, o principal foco do Aedes aegypti são os ralos.

O Levantamento de Índice Rápido por Infestação de Aedes aepypti (Liraa) aponta um percentual de 5,1% na cidade mas, em quatro bairros, os número chega a 10,9%. O fato de mais de 40% dos focos estarem dentro das casas requer maior participação da população no combate à doença.

Barretos (SP) também é um dos dez municípios que integram a lista do Ministério da Saúde. As ações, segundo a prefeitura, envolvem as áreas de saúde, educação, esporte, cultura, assistência social, meio ambiente e obras, entre outras.

Em novembro, o prefeito Emanoel Mariano Carvalho anunciou a contratação emergencial de 20 agentes de controle de vetores, além da realização de mutirões de limpeza. O objetivo é consolidar serviços como tapa-buraco e retirada de entulho. As escolas locais também realizaram gincanas para arrecadar garrafas de plástico – recipientes onde geralmente ocorre acúmulo de água parada.

Em Palmas (TO), técnicos do Centro de Controle de Zoonoses capacitaram um pelotão de fuzileiros de 22º Batalhão de Infantaria do Exército. Ao todo, 40 militares – entre sargentos, cabos e soldados – participam da força-tarefa na capital do Tocantins. Foram realizados trabalhos de manejo ambiental, limpeza e remoção de possíveis criadouros de larvas e do mosquito.

A dengue é uma doença febril aguda não transmitida de pessoa para pessoa. O principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após um período de dez a 14 dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus durante toda a vida.

Existem duas formas da doença: a clássica e a hemorrágica. A primeira apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos. Ela pode afetar crianças e adultos, mas raramente mata. Já a dengue hemorrágica é mais severa – além dos sintomas presentes da forma clássica, podem ocorrer sangramento e morte. (Agência Brasil)

 

 

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