Mais três agentes penitenciários são presos acusados na morte do detento Magaiver

Em cumprimento a mandados de prisão da Justiça, policiais civis da 4ª Regional (Tucumã), prenderam nesta terça-feira, 16, os agentes penitenciários Joel Borges, 25, Leilson Florêncio Gomes, 23, e Rosinaldo de Lima Alves, de 27 anos. Os agentes tiveram a prisão decretada pela juíza Denise Bonfim, da 2ª Vara Criminal e foram presos em casa.

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Os agentes penitenciários são acusados de envolvimento no assassinato do detento Magaiver Batista de Souza, 22, que foi encontrado numa cela do presídio Antonio Amaro Alves, na tarde de 31 de dezembro de 2009.

Magaiver foi preso no dia 25 de dezembro no município de Sena Madureira acusado de estuprar e matar a enteada, uma criança de dois anos de idade.

Crime ocorrido no Seringal Trincheira, a margem do rio Yaco.

Ameaçado de morte pelos detentos do presídio estadual Evaristo de Moraes, Magaiver foi transferido por ordem da Justiça para o presídio da capital, onde foi encontrado morto. Os agentes, Daniel Júlio Ferreira da Mota, Ronney Christian Jerônimo Batista e Arthur de Jesus Nascimento da Silva, do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), já haviam sido presos acusados de tortura seguida de morte e instigação ao suicídio do preso.

De acordo com a polícia, os três agentes penitenciários teriam planejado a violência mediante o uso de cassetete, o que causou lesões cerebrais (traumatismo craniano) que causaram a morte de Magaiver.

A investigação foi presidida pelo delegado José Barbosa de Moraes, que descobriu o envolvimento dos demais acusados presos nesta terça.

“Nós abominamos a tortura. Neste caso, a tortura evoluiu para um óbito, mas o Estado agiu rápido” assinalou o secretário interino da Polícia Civil, André Luis Monteiro. As investigações foram acompanhadas pelo secretário de Direitos Humanos Henrique Corinto, desde quando o inquérito foi instaurado.

O delegado José Barbosa de Moraes, que presidiu as investigações, quando instaurou o inquérito pediu a prisão dos envolvidos Daniel Júlio, Ronney Christian e Arthur de Jesus. Na conclusão do inquérito representou a juíza Denise Bonfim que decretou as prisões de Joel Borges, Leilson Florêncio e Rosinaldo Alves.

O diretor interino da Polícia Civil, André Monteiro disse que toda a investigação ocorreu embasada em provas científicas. José Barsa acrescentou que o conjunto probatório dos laudos periciais, do local do crime e dos demais meios possibilitaram a Justiça deferir as representações de prisão.

 

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