Escola acreana é finalista em prêmio de boas práticas de inclusão educacional

Pensando em eliminar as barreiras que impedem o pleno acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos, o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Íbero-Americanos, estão promovendo o Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas – a escola aprendendo com as diferenças. Esta ação tem o intuito de expandir experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

A Escola Clarice Fecury é uma das quatro finalistas deste prêmio na região Norte, por desenvolver projetos que, efetivamente, estão incluindo alunos especiais no ensino regular, dessa forma, o Acre mais uma vez é referência nesta modalidade de ensino. A equipe do prêmio fez uma visita à escola segunda, 26, onde avaliou as ações inclusivas desenvolvidas pela instituição.

“Esta participação de sucesso da Clarice Fecury é a confirmação de que a proposta pedagógica desenvolvida desde 1999 é um trabalho em equipe, entre a escola, a comunidade e a Secretaria de Estado de Educação. Uma vez que esta instituição entende que só é possível a inclusão educacional com a participação efetiva de todos”, declara a coordenadora da Educação Especial no Acre, Claudia De Paoli.

Mãe de um dos estudantes, Diana Souza, diz que seu filho, estudou em algumas escolas particulares, mas não se sentia motivado e reprovava. “Após ter matriculado meu filho na Clarice Fecury ele aprendeu a ler, adora utilizar o computador e até me ensina várias técnicas. Fico feliz por ver uma equipe cuidando do desenvolvimento educacional de crianças especiais com amor e, acima de tudo, compromisso”, declara Diana.
Clarice Fecury atende mais de 600 alunos, entre eles, 43 alunos especiais foram incluídos no ensino regular, oferecendo ainda, curso de libras para todos os alunos nos dois períodos de funcionamento. “Acreditamos que todas as crianças são capazes e o trabalho desta escola tem o intuito de oferecer acessibilidade, promovendo o sucesso escolar de cada aluno através da qualificação do quadro de professores com as formações continuadas”, comenta a gestora Iranilde de Deus.

A Educação Especial no Acre incluiu em 2009, mais de cinco mil alunos, na qual definiu como seu público-alvo, os alunos com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação. A Secretaria de Estado de Educação acredita que a educação especial deve atuar de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.

Para ser a grande vencedora, a escola deve ter coerência entre os objetivos contidos no relatório de experiência e os resultados alcançados, promover a acessibilidade na escola, realizar trabalhos colaborativos, ter a participação das famílias/comunidades, projeto político pedagógico voltado para educação inclusiva, ter uma articulação intersetorial das políticas públicas e os demais serviços da comunidade e executar estratégias pedagógicas do atendimento educacional especiali-zado e nas salas de aulas comum. (Assessoria SEE)

 

 

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