Mais de 25% dos industriários de CZS têm pré-obesidade

SESI divulga Diagnóstico e Estilo de vida do trabalhador da indústria do Vale do Juruá

Dos 548 trabalhadores da indústria sondados em Cruzeiro do Sul, 26,6% têm pré-obesidade. Foi o que apontou o Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida, realizado pelo SESI, por meio do Programa Indústria Saudável, na capital do Vale do Juruá. “O estudo contempla características sociais e demográficas, estilo de vida, presença de Doenças Não Transmissíveis (DNTs), faz uma avaliação da qualidade de vida, detecta presença de distúrbios de ansiedade e depressão, obesidade, afere pressão arterial, mede glicemia e realiza exame odontológico”, enumerou José Carlos de Oliveira Filho, superintendente do SESI-AC, instituição integrante do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).

Além da pré-obesidade, o levantamento diagnosticou ainda que 11,5% dos entrevistados têm problema de coluna; 9,1% têm hipertensão; 8,4% sofrem de tendinite; 3,5% são depressivos e 10,6% possuem obesidade propriamente dita. Sobre o estilo de vida, detectou-se que 27% dos trabalhadores da indústria cruzeirense não praticam atividade física em quantidade suficiente para beneficiar a saúde; 14,8% são fumantes e 2,7% consomem bebidas alcoólicas em excesso. Além disso, 8,2% relataram pelo menos um dia de absenteísmo devido a acidente de trabalho. Para piorar, 67,7% não possuem plano de saúde.

DIAGNÓSTICO – Na semana passada, a equipe do SESISAÚDE esteve em Cruzeiro do Sul para divulgar o Diagnóstico realizado naquele município para empresários e industriários. O evento ocorreu no escritório do Sistema FIEAC, localizado na Avenida Mâncio Lima. “A partir do diagnóstico, podem ser tomadas as medidas mais adequadas para evitar problemas mais graves no futuro e também utilizar de maneira mais eficiente os diferentes recursos destinados a cuidar da saúde dos trabalhadores”, complementou Aparecida Costa, gerente do SESISAÚDE em Rio Branco.

Para se chegar aos resultados, foram atendidas 45 empresas. Entre os 548 trabalhadores ouvidos, 80% foram homens e 20%, mulheres, sendo que 32,4% do total têm até 34 anos de idade. Em relação ao nível de escolaridade, 38,9% concluíram o ensino fundamental e 23,7% conseguiram terminar o ensino médio. Somente 5,8% possuem graduação superior e 96,1% ganham até três salários mínimos.

PAPEL DO SESI – Para auxiliar na redução de tantos problemas enfrentados pelos industriários, o SESI possui uma série de iniciativas, como programas de elevação de escolaridade para aqueles que nunca estudaram e não concluíram o Ensino Fundamental (1ª a 4ª série); realização de palestras educativas e preventivas sobre obesidade, hipertensão, tabagismo e alcoolismo para orientar os funcionários; imunização contra febre amarela, difteria e tétano; e aplicação tópica de flúor para prevenção contra cárie.

“Esta é justamente a nossa missão e que estamos agora intensificando nossas ações para difundi-la no interior do Estado. Nosso objetivo é promover a qualidade de vida do trabalhador e seus dependentes, para o bem de uma indústria saudável e produtiva. Trabalhador com saúde e escolaridade elevada soma forças para que nosso Estado se desenvolva de maneira sustentável e com justiça social para todos”, finalizou José Carlos.  (Assessoria)

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