Sem acordo, greve dos professores continua

A greve dos professores licenciados prossegue por tempo indeterminado. A decisão foi tomada ontem, em assembléia geral, quando foi rejeitada a proposta da Comissão Estadual de Negociação. No documento, de apenas uma lauda, o governo voltou a alegar limitações jurídicas e financeiras para a concessão de reajuste salarial.
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Descartado o reajuste neste ano, o governo propôs uma nova metodologia para o pagamento do Prêmio de Valorização e Desenvolvimento Profissional – VDP. O percentual fixo passaria a ser de 50% do valor do prêmio, pago mensalmente a todos os profissionais em efetiva regência, em parcelas de R$ 143,75 ao mês.

O valor variável, referente aos 50% restante, seria pago aos profissionais que cumpram os seguintes critérios: cumprir a jornada escolar; ter 95% de participação nos programas de educação continuada; cumprir as horas atividades previstas. Pela proposta, o valor variável seria pago em dezembro.

A proposta foi rejeitada pela categoria que deliberou pela continuação da greve. A presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel,  chamou de “vergonhosa” a proposta do governo. Segundo ela, o governo mais uma vez deixou claro que não está disposto a atender as reivindicações dos professores licenciados.

Ano letivo prejudicado – Se a greve dos professores licenciados perdurar por mais tempo, o encerramento do ano letivo pode ser prejudicado. Em 18 dias de paralisação, o recesso do meio do ano já está comprometido e os alunos provavelmente não terão direito a férias escolar. Outro agravante é o vestibular. Milhares de alunos depenpendem da conclusão do ensino médio para tentar uma vaga na faculdade.

 

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