Corpo de Fabrício foi colocado em quatro sacos, diz acusado

A polícia continua fazendo buscas ao corpo do jovem Fabrício Souza da Costa, de 16 anos, que teria sido seqüestrado e morto por uma quadilha. Em depoimento, Leonardo Oliveira, o primeiro a ser preso, revela que Fabrício foi esquartejado e colocado em quatro sacos. A polícia ainda não divulgou detalhes de como teria ocorrido o crime. Mas na tarde de domingo, 4, um anzol grande foi encontrado às margens do Igarapé Judia, além de um terçado que foi localizado dentro da casa onde o garoto foi mantido refém. Ontem, mais um envolvido no crime foi ouvido.Adao-silva
A polícia ouviu mais um acusado de envolvimento na morte do menino Fabrício Augusto Souza da Costa, 16 anos, que estava desaparecido desde o dia 16 de março, quando deixou um curso de informática no Centro de Rio Branco. 

O flanelinha Adão da Silva é o quarto acusado pelo seqüestro seguido de morte do garoto. Ele é apontado por Leonardo Leite como sendo um dos participantes no seqüestro e teria usado um veí-culo Gol vermelho para transportar a vítima durante o seqüestro e depois para ocultar o corpo. 
Adão foi ouvido pelo delegado Cleilton Videira, do Grupo Antiassalto da Polícia Civil, no final da manhã de ontem, 5, e liberado. 

Embora aparentemente sem ter quase nenhum recurso financeiro, Adão seria proprietário de um Gol vermelho, que teria sido visto estacionado em frente ao cativeiro do garoto, na rua Santa Terezinha, esquina com a rua Éden, no bairro Seis de Agosto, onde provavelmente ele foi morto. Além do Gol, Adão teria ainda um Ford Pampa e uma motocicleta. 

O indivíduo nega participação e compareceu à delegacia acompanhado por um advogado. Foi ouvido, assinou o termo de declaração e em seguida liberado para responder em liberdade. 

Além dele, as acusações do seqüestro seguido de morte recaem sobre Leonardo Leite de Oliveira, Dorimar da Sil-va, o Balseiro, que atende também pelo apelido de Madibu, e Wellington Rodrigues de Castro, o Neguinho. A exceção de Adão, os demais estão presos. 

A polícia ainda não divulgou detalhes de como teria ocorrido o crime. Na tarde de domingo, 4, um anzol grande foi encontrado às margens do Iga-rapé Judia, onde Leonardo havia dito que teria sido jogado parte do corpo do menino. 

Um terçado manchado de sangue também foi encontrado na casa onde Fabrício foi mantido como refém. 

A polícia suspeita de outros indivíduos envolvidos no crime, e que ainda estão foragidos. Eles estiveram no local para tentar localizar parte do cadáver e dificultar o trabalho da polícia. 

No depoimento de Leonardo Oliveira, o primeiro a ser preso, há a informação de que a quadrilha teria esquartejado o garoto e o separado em quatro sacos. Cada um seria responsável por ocultar as partes que lhe eram incumbidas, para dificultar as investigações. 

A primeira versão, por enquanto, é a de que Fabrício Costa foi morto porque se negou a ligar para a família, comunicando o seqüestro e o pedido de resgate, R$ 20 mil.

 

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