Feijão inflaciona 34% e puxa para cima custos com alimentação

FeijoAlimento indispensável no prato do brasileiro, o feijão ficou mais pesado para os acrea-nos na hora de fechar os cálculos para a feira do mês de abril. Sozinho, o preço do quilo do grão teve ajuste positivo de 34% no mês passado. O resultado disso foi um custo a mais de 2,75% – ou R$ 175,99 – com a Cesta Básica Alimentar. Esses são os dados da pesquisa mensal da Seplan (Secretaria de Planejamento), que avalia os gastos da população com alimentação.

Desde março o feijão tem saído mais caro para os consumidores. Naquele período ele inflacionou 6,68%. Logo em seguida na lista dos vilões da Cesta Básica está a farinha de mandioca (11,21%). Depois de registrar uma inflação de 23% no final do primeiro trimestre, o tomate apresentou, em abril, uma elevação menor: 5,17%. Já entre os produtos analisados (14 ao total) que apresentaram deflação o pão lidera, com uma queda de 6,55%.

Banana (-5,92%), óleo de soja (-5,66%), açúcar (3,30%), arroz (-1,10%) e a manteiga (0,05%) também contribuíram para que os acreanos não pagassem ainda mais para adquirir os alimentos básicos da mesa. No acumulado de 12 meses, a Cesta Básica em Rio Branco registrou inflação de 19,25%. A segunda maior cidade do Acre também apresentou variação para cima dos dispêndios com alimentação.

Em Cruzeiro do Sul, porém, a alta foi bem menor: 0,53%, totalizando R$ 212,90. Lá, a farinha liderou a lista de itens com a maior inflação – 18,17%. A pesquisa apontou que, para um trabalhador rio-branquense adquirir “os elementos necessários à subsistência” em abril, com uma renda de R$ 510, precisaria trabalhar 75h e 55 min, ou 9,5 dias.

 

 

 

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