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Greve da Educação pode durar até depois da Copa

A greve da Educação pode se estender até o dia 5 de julho, data limite para o governo aprovar na Assembléia Legislativa (Aleac) Projeto de Lei com a reposição salarial de 10,96%, conforme o índice inflacionário dos últimos dois anos. A decisão foi tomada ontem em assembléia geral unificada dos Sindicatos dos Professores Licenciados (Sinplac) e dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac).Greve-educacao
Além dessa alternativa, o comando de greve colocou à apreciação da categoria outras duas propostas: o retorno às aulas e a aceitação da proposta de 2,97% oferecida pelo governo ou somente à retomada das atividades sem a aceitação do percentual. Ambas foram rejeitadas pelos manifestantes, que optaram por levar o movimento até as últimas conseqüências.

Com isso, a paralisação da Educação, que já está na quarta semana, pode entrar para a história como a mais longa greve já registrada no Acre. O movimento tem a adesão de mais de 38 mil servidores e professores, afetando diretamente 250 mil alunos em todo o Estado.

O presidente do Sinteac, Manoel Lima, disse que o momento é de união. “O governo tem que entender que não estamos aqui por brincadeira, mas sim reivindicando algo que é justo”. A presidente do Sinplac, Alcilene Gurgel, pediu aos professores que mantenham a mobilização no Centro da cidade e que compareçam às atividades promovidas pelo comando de greve.

Forró, vigília e lavagem de roupa suja
Esta quinta-feira, 6, deve ser marcada por protestos em frente ao Palácio do Governo. Professores prometem lavar roupa suja na fonte da Praça Eurico Dutra. O ato é um protesto à forma desrespeitosa que a equipe estadual de negociação teria tratado os membros do comando de greve.

No decorrer do dia, os manifestantes prometem se manter no local embalados por um grupo de forró e a noite será realizada vigília nas escadarias do palácio. A promessa do comando grevista é intensificar as atividades para não deixar esfriar o movimento.