Mesa Diretora da Aleac pede reforço nas investigações de vereador assassinado

O assassinato do vereador Fernando José da Costa (PP), o Pinté, em Acrelândia, deixou a classe política acreana em alerta. Ontem, o presidente em exercício da Aleac, deputado Hélder Paiva (PR), o líder do governo, deputado Moisés Diniz (PCdoB), e o secretário da mesa, deputado Thaumaturgo Lima (PT), se reuniram com a secretária de Segurança, Márcia Regina. Eles pediram detalhes sobre as providências que estão sendo tomadas para esclarecer o crime.
PF-0405
Segundo Moisés Diniz, Márcia Regina prometeu reforçar a segurança policial em Acrelândia. “Como existe um clima de tensão depois da morte do presidente da Câmara é necessário uma atenção maior em relação ao município”, disse ele. Outro ponto destacado por Diniz é o fato de se tratar de um crime contra um parlamentar. “Nós da Aleac nos colocamos à disposição para ajudarmos no que for preciso para esclarecer o assassinato o mais rápido possível. Afinal, é um colega parlamentar. Também pedimos o máximo empenho da polícia nas investigações”, afirmou.

O líder do governo explicou que o diretor-geral da Polícia Civil, Emylson Farias, já determinou que dois delegados cuidem do caso. “A secretária nos informou que várias testemunhas já foram ouvidas. Ela mesma está se dirigindo para Acrelândia para acompanhar de perto as investigações. Nós temos que dar um crédito de confiança à nossa polícia. Ainda não dá para saber se o motivo do assassinato foi político ou passional”, salientou.

Gladson quer a PF no caso
O deputado federal Gladson Cameli (PP-AC), uma das lideranças do partido do vereador assassinado, comentou o fato. “Estive com o vereador Pinté na sexta-feira, em Rio Branco. Ele realmente teve desentendimentos com o ex-prefeito Vilseu Ferreira (PP) na época em que foi cassado. Mas há mais de 60 dias que o PP de Acrelândia estava em paz e unido. O problema já estava superado. Mas vou enviar um ofício para o diretor-geral da Polícia Federal, em Brasília, pedindo ajuda nas investigações do assassinato. É uma situação lamentável porque deixa todo mundo na dúvida”, argumentou.            

Oposição também pede entrada da PF no caso de vereador
DULCINÉIA AZEVEDO

Uma comissão de parlamentares, formada pelo deputado federal Sérgio Petecão (PMN) e os deputados esta-duais N. Lima (DEM), Josemir Anute (PSL), Mazinho Serafim e Donald Fernandes (PSDB) formalizou ontem um pedido para a entrada da Polícia Federal na investigação do assassinato do presidente da Câmara de Vereadores de Acrelândia.

Apesar de receber e ouvir o grupo, o superintendente da Polícia Federal no Acre, delegado José Carlos Calazane, descartou a entrada da PF no caso. Segundo ele, isso só é possível mediante pedido expresso do Ministério da Justiça. “A competência nesse caso é da Polícia Civil. O máximo que podemos fazer é atuar como colaboradores”, informou.

O deputado federal Sérgio Petecão se comprometeu em formalizar o pedido também ao Ministério da Justiça. “Não tenho dúvida de que se trata de um crime político. Além desse caso nós relatamos vários outros que necessitam ser melhor investigados”, disse.

Entre os casos listados pelo parlamentar estão os de Donald Fernandes e Josemir Anute. Os dois parlamentares reclamam que apesar de terem comunicado à Polícia Civil acontecimentos estranhos que passaram a acontecer envolvendo as suas pessoas nenhuma providência foi tomada.

“Por quatro vezes fui alvo de atentados. Num deles fizeram minha esposa e filhos de reféns, noutra chegaram a disparar contra a minha casa. Comuniquei o fato a própria secretária de Segurança Pública, Márcia Regina, mas nada foi feito”, reclama.

Donald Fernandes também afirma que pediu a ajuda da polícia, mas que não foi atendido, com medo do que pudesse lhe acontecer mudou de endereço. “As ameaças começaram a surgir depois que comecei a atuar na CPI da Pedofilia. Comuniquei o fato a presidência da Aleac, porém, nenhuma providência foi adotada”, conclui.

 

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