Servidores do Saerb recorrem a vereadores

Em greve desde ontem, servidores do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) vão à Câmara Municipal, nesta terça-feira, 11, pedir apoio dos vereadores. Eles querem intermediação para sentar com a direção da empresa e rever a si-tuação salarial da categoria.Saerb1105
Segundo o representante dos servidores, José Janes, o último reajuste foi concedido no ano de 2005. “De lá pra cá, o presidente do Saerb só nos recebeu uma vez e por apenas cinco minutos”, revela.

O movimento reivindica ainda reajuste do ticket-alimentação, atualmente fixado em R$ 170,00, para os servidores da administração e R$ 250,00 para o pessoal do setor operacional. Em empresas, como Eletronorte, o ticket-alimentação é de R$ 500,00.

Durante a paralisação, apenas 30% dos 180 servidores permanecerão em seus postos de trabalho. Ontem, a concentração foi em frente à sede do Saerb, no Centro da Capital. Munidos de cartazes e carro de som, os grevistas tornaram público à população os motivos da paralisação.

O comando de greve se programou para a semana inteira. Hoje, os manifestantes farão uma visita à Câmara Municipal, amanhã, quarta-feira, 12, será a vez da Prefeitura de Rio Branco. Na sede do executivo municipal, eles querem garantias de que as reivindicações do movimento serão atendidas.

Na quinta-feira, 13, eles se dirigem ao Terminal Urbano, onde farão panfletagem e prestarão apoio aos servidores dos Transportes Coletivos, que também ameaçam entrar em greve. Na sexta-feira, a categoria volta a se concentrar na frente da sede do Saerb para deliberações.

“Acreditamos que durante esse período a direção do Saerb vai sentar para negociar. Caso isso não aconteça, convocaremos nova assembléia para votar a greve por tempo indeterminado”, disse José Janes.

Protesto na Eletronorte e na Eletroacre
Ontem também foi dia de protesto na Eletronorte e na Eletrobrás Distribuição Acre – antiga Eletroacre. Na primeira, a paralisação é de 48h. Já na Eletroacre foi de apenas 24h. Na duas empresas, os servidores reivindicam a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR).

Cobram ainda a realização de concurso público para a contratação de novos profissionais. Na antiga Eletroacre, por exemplo, em 1999 a empresa atendia a 92 mil consumidores e tinha 900 funcionários. Hoje, atende a 200 mil consumidores e o número de funcionários caiu para 270.

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