Exames vão confirmar contaminação por Doença de Chagas na Capital

O percevejo – conhecido popularmente como barbeiro – encontrado em alguns bairros da Capital é do tipo silvestre e carrega o protozoário que dissemina no homem a Doença de Chagas. A constatação é do Departamento de Vigilância Epidemio-lógica de Rio Branco, que já começa a adotar medidas preventivas para evitar uma possível proliferação.
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De acordo com o diretor do departamento, médico Janilson Lopes Leite, até hoje haviam sido registrados apenas quatro casos da doença na Capital, sendo que todos eles eram de pessoas oriundas de outros estados, os chamados casos importados.

Com o barbeiro rondando por aí, o medo da Vigilância Epidemiológica é que surjam novos casos. Segundo Janilson, o besouro vive em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, sai de seu esconderijo e suga o sangue das pessoas enquanto dormem.

Em Rio Branco, a presença do barbeiro foi confirmada em pelo menos quatro bairros. Como todos estão localizados próximos a áreas de floresta, a Vigilância acredita que, expulsos de seu habitat natural, os besouros estão buscando moradia nas casas próximas.

Além da dedetização das áreas que oferecem risco de contaminação, a Vigilância também colheu amostras de sangue dos moradores dessas regiões. No Pedro Roseno – localizado ao lado da fundação hospitalar – por exemplo, foram coletadas 260 amostras.

O bairro foi um dos primeiros onde foi detectada a presença do besouro.

No local, vivem cerca de 900 famílias, que passam a ser vistas como vítimas em poten-cial. As amostras serão analisadas na Capital e o resultado sai no máximo em vinte dias, quando será possível saber se existem ou não pessoas contaminadas.

Detectar a doença na fase inicial é essencial para o tratamento. Segundo Janilson, a doença pode demorar até 12 anos para se manifestar – fase assintomática – e nesse período a cura ainda é possível, através da ministração de medicamentos.

Caso a doença de Chagas não seja detectada nesse estágio não há muito o que fazer, já que ela ataca principalmente o coração, provocando inchaço. “Por isso é tão importante sabermos o mais rápido possível se há ou não casos de pessoas infectadas”, disse Janilson.

Alerta a postos e centros de saúde
Com base no resultado da análise das amostras coletadas, a direção do Departamento de Vigilância Epidemiológica vai encaminhar ofício aos postos e centros de Saúde da Capital pedindo especial atenção nos casos suspeitos de doença de Chagas.

“Os sintomas são mal-estar, febre, dor de cabeça, os mesmos apresentados por outras doenças, por isso é importante que o exame da doença de chagas seja solicitado nos casos suspeitos”, observa Janilson. 

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