Família de criança sobrevivente acusa empresa de omissão

A família da jovem Eliane Alves do Nascimento, 28 anos, uma das quatro vítimas fatais do acidente envolvendo o ônibus da empresa que despencou da ponte sobre o Igarapé Piranji, no Ramal do Quixadá no último dia 8, acusa a empresa de não prestar assistência a uma criança de cinco anos sobrevivente do acidente em que a mãe morreu.

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Segundo informações dos parentes, a criança sofreu múltiplas fraturas, teve os pulmões e a bexiga perfurados, traumatismo craniano e foi submetida a duas cirurgias no Hospital de Base do Pronto-Socorro onde continua internada.

Raimundo Alves do Nascimento, 25 anos, tio da criança, lembrou que um representante da empresa informou em entrevista que a empresa estava prestando total assistência aos sobreviventes e familiares das vítimas fatais, o que segundo Raimundo ‘não é verdade’.

“A única coisa que a empresa fez foi pagar o caixão para enterrar minha irmã e comprou dois pacotes de biscoito para o velório, isso depois que minha irmã foi até a empresa e ameaçou chamar a imprensa”, declarou Raimundo.

O tio da criança sobrevivente disse ainda que sua sobrinha perdeu a mãe de uma forma trágica e sofre no leito de um hospital público correndo sérios riscos de contrair uma infecção hospitalar. “Essa situação é muito preocupante, os donos da empresa afirmaram em entrevista que estavam prestando até assistência psicológica, tudo é mentira. Eles não atendem nossos telefonemas. Minha família é humilde não temos dinheiro para pagar um táxi todos os dias para ir ao hospital e a empresa sequer tem a dignidade de prestar assistência de transporte. Moramos no Ramal Quixadá, é muito longe do Centro da cidade, mesmo assim a empresa não ajuda em nada. Pedimos que ela transferisse minha sobrinha para um hospital particular, eles deram o silêncio como resposta”, declarou Raimundo. 

OUTRO LADO – O assessor jurídico da empresa, João Augusto Freitas, garante que a empresa está dando toda assistência à criança sobrevivente e a família de Eliane Alves do Nascimento que morreu no acidente.
O assessor informou que a assistent

e social da empresa está acompanhando todos os familiares.

Ele afirmou que a família pediu fraldas descartáveis para a criança internada e a empresa atendeu ao pedido e quanto à transferência da criança para um hospital particular depende somente da liberação dos médicos do Pronto-Socorro. “Assim que o médico autorizar a transferência da paciente para outro hospital a empresa fará a transferência”, concluiu.

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