Luz Espelhada: fábrica vai produzir lâmpada econômica criada no Acre

Uma lâmpada criada no Acre deu a seu inventor o terceiro lugar no Prêmio Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia em 2006. Com investimento inicial de apenas R$ 800 o contador Alceste Castro conseguiu, com o apoio da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), colocar em prática o projeto Luz Espelhada criado a partir de notícia publicada em uma velha revista da década de 1970 que foi parar por acaso em suas mãos. Do teste caseiro à inauguração da fábrica, que acontecerá nesta sexta-feira, às 17 horas, no Distrito Industrial, transcorreu um tempo relativamente curto para um projeto tão ousado nascido a partir de uma ideia simples.

Inspirado em satélite russo que seria utilizado para iluminar parte da Sibéria, a lâmpada utiliza um jogo de espelhos que expande a luz aumentando sua potência em seis vezes e diminuindo o consumo em até nove vezes. A Luz Espelhada é indicada principalmente para a iluminação pública com seis modelos disponíveis, mas o fabricante planeja ainda este ano apresentar um  protótipo para uso doméstico.  

A empresa terá capacidade de fabricar inicialmente de 80 a 100 luminárias por dia e irá gerar em torno de 40 empregos diretos. Em um ano a previsão é de que o número de funcionários dobre. Um exemplo da eficácia da Luz Espelhada é o prédio do Deracre, que utiliza a tecnologia da luminária há quatro anos. Neste período o consumo de energia passou de 38 mil watts/hora para 3.800 mil watts/hora, o que representa uma queda de 90%. Porto Acre, município a 90 km de Rio Branco, adotou a lâmpada em ruas e praças. Trinta por cento da cidade está iluminada com a Luz Espelhada. Alceste Castro começa a chamar a atenção de clientes também fora do Estado e inicia um processo de negociação com uma grande empresa de geração de energia elétrica. Ele diz que a parceria da Funtac foi imprescindível para o sucesso do projeto.

O empresário revela que a maior surpresa em ter conquistado o terceiro lugar do Finep foi saber que o vencedor na mesma categoria investiu 16 milhões de dólares enquanto ele, usando tecnologia desenvolvida com a ajuda da Funtac, utilizou uma verba de R$ 800. “Consegui provar que a lâmpada tinha redução de custo e que iluminava mais. O mundo não está mais querendo as lâmpadas de mercúrio que consomem mais energia sendo inviável para o planeta. Nossa ideia é transformar o sistema energético oferecido hoje”.  (Agência Acre)

 

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