Sebrae orienta empresários sobre operações de crédito

Ir à porta do banco num momento de dificuldades para pedir crédito. Essa é a solução mais comum encontrada pelos pequenos, médios ou grandes empresários. Aquilo que aparenta ser o salva-guardas, na verdade torna-se um transtorno. E é justamente para evitar tais situações que o Sebrae/Acre realiza na noite de hoje o “Seminário de Orientação e Acesso ao Crédito”.

O evento, que começa a partir das 19h no Sebrae/Centro, será coordenado pelo superintendente da entidade, Orlando Sabino, e tem o apoio do Banco da Amazônia, o principal beneficiado do seminário. A instituição será apresentada como a que oferece as melhores linhas de crédito – e recursos – para os pequenos empreendedores, que constituem mais de 90% dos negócios abertos no Acre.

A palestra acontece em todos os estados amazônicos e tem como proposta apresentar um produto pouco conhecido e utilizado: o FNO (Fundo Constitucional do Norte). Gerenciado pelo Banco da Amazônia, o fundo tem como missão financiar setores e projetos produtivos da região. “O objetivo é fazer com que mais pessoas tenham acesso ao FNO”, diz Orlando Sabino.

O Sebrae/Acre já realizou o seminário em todas as cidades que dispõem de agências do Banco da Amazônia, como Xapuri, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Brasiléia e Sena Madureira; a Capital encerra o ciclo.

 Segundo Sabino, o papel do Sebrae é orientar os empreendedores sobre o papel do crédito em seus negócios. “Um empréstimo é um instrumento valioso que pode dar um salto no patamar empresarial, mas que se não tomada a devida precaução pode ser um problema”, analisa o superintendente.

De acordo com Sabino, muitos empresários pedem auxílio aos bancos quando o problema enfrentado trata-se mais de gestão do que financeiro. “O Sebrae enaltece a importância do crédito, mas também ressalta a necessidade de cuidados”. Para Sabino, as empresas com mais chances de enfrentar problemas, tanto financeiros como de gestão, são as que conciliam a renda familiar com a da própria empresa.

“Isso acaba por dificultar um prognóstico da real situação do empreendimento”, diz. Quanto ao papel dos bancos nesta relação, Orlando Sabino reconhece que os mesmos ainda oferecem muitas barreiras para conceder crédito aos pequenos e médios. Na avaliação dele, os bancos públicos desempenham função crucial para diminuir a burocracia.

Mas o fato de ter no Estado sua fonte de recursos, completa, não os exime da responsabilidade de ter rigor na hora de aprovar um empréstimo. “Trata-se de dinheiro público, por isso é necessária a cautela”.     

 

 

 

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