Temporão: vacina contra a pólio é importante para manter doença longe do país

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite foi aberta hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão. Nesta primeira etapa, mais de 14 milhões de crianças de até 5 anos de idade devem receber a vacina contra a doença infectocontagiosa que pode provocar paralisia de membros inferiores.

Cerca de 24 milhões de doses da vacina foram distribuídas para os 115 mil postos de saúde de todo o país. “Vamos ter também muitos postos volantes, em pedágios, estradas, supermercados e shoppings. Não deixem de levar seus filhos e filhas para tomar as duas gotinhas que mantêm a poliomelite longe do Brasil”, lembrou Temporão.

As gotinhas contra a poliomelite são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. Mas o Ministério da Saúde alerta que é importante que todas as crianças de até 4 anos e 11 meses tomem as duas doses da vacina também durante a campanha, mesmo que já tenham sido imunizadas.

Desde 1989, o Brasil não registra casos da pólio. Há 16 anos, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Mas, segundo o ministro, mesmo com a erradicação da doença é preciso continuar com os esforços.

“Há 30 anos o Brasil faz a campanha da família do Zé Gotinha [símbolo da campanha de vacinação contra a pólio]. A única maneira de mantermos essa doença fora do Brasil é todo ano vacinar um número muito grande de crianças, porque o vírus circula em outros países”, disse. Entre os países onde há a circulação do vírus que causa a doença estão o Paquistão, a Índia, o Afeganistão e Nigéria.  (Agência Brasil)

 

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