Oposição questiona devolução de recursos da Segurança Pública

O líder da oposição na Aleac, deputado Luiz Calixto (PSL), criticou a gestão da Segurança Pública do Estado por deixar voltar recursos. O valor de R$ 230 mil, segundo o parlamentar, que inclui vá-rias sobras de convênios, seria aplicado para a qualificação de profissionais da Secretaria de Segurança Pública.
Luis-Calixto
“Isso é uma prova de incompetência no sistema de gerenciamento da Segurança Pública. Somos um Estado carente que depende dos repasses do Governo Federal. Portanto, é um desrespeito devolver dinheiro de convênio por falta de aplicação”, acusou.

As informações do oposicionista foram conseguidas na própria contabilidade do Governo, através do Portal da Transparência. “O somatório de todos os convênios gira em torno de R$ 230 mil. Precisamos investigar se a incompetência não deixou voltar dinheiro que poderia estar servindo para ser investido em combate à violência porque o prazo de aplicação expirou. O governador Binho Marques (PT) precisa se inteirar disso. Gestor público que devolve dinheiro não tem compromisso com o Estado. Precisamos de uma polícia bem treinada e com um trabalho de inteligência que supere a capacidade dos bandidos. Mas devolvendo dinheiro fica complicado”, avaliou.

Moisés Diniz rebate acusação
O líder do governo na Aleac, deputado Moisés Diniz (PCdoB), explicou o retorno das verbas fragmentadas que resultaram no valor de R$ 230 mil. “Nos quatro anos do Governo Binho só em convênios, repasses e verbas que entraram no Acre são mais de R$ 2 bilhões. Isso significa que 1% seria R$ 20 milhões.

O deputado está falando de R$ 230 mil que é a sobra de vá-rios convênios. Isso é natural em qualquer governo do mundo. Como somos um governo honesto a sobra de pequenos valores em dinheiro tem que voltar para a sua origem. Isso não é desvio de recursos, mas sobras de convênios que somados dão esse valor. Aquilo que não foi utilizado voltou para o lugar de origem porque aqui não fazemos desvio de recurso e não mascaramos as contas”, defendeu.  

Assuntos desta notícia

Join the Conversation