Petecão quer aumento do controle de imigração

O deputado Sérgio Petecão (PMN) entra hoje junto à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados com pedido de informações ao Ministério da Justiça acerca da ação policial competente na prevenção e combate à entrada de imigrantes no Brasil, particularmente através do território acreano. A solicitação se dá em razão de notícia veiculada na imprensa nacional,com base em ações da Polícia Federal (PF),que detectou o aumento vertiginoso da entrada clandestina – via Assis Brasil e Brasiléia e Epitaciolândia – de migrantes haitianos, marroquinos, turcos, libaneses e latinos americanos em geral. “Já vimos trabalhando com o agravamento do tráfico de drogas e agora temos que lidar ainda com a imigração ilegal”, alerta o deputado.

De acordo com Petecão,a PF já constatou que o trânsito praticamente livre pelo Peru garante,via fronteira seca com o Acre, uma nova rota fácil para estrangeiros que pretendem migrar ilegalmente para trabalhar no Brasil, principalmente em São Paulo. Segundo o deputado, já existem inclusive quadrilhas – os chamados coiotes – devidamente detectadas pela PF, especializadas na exploração dos migrantes ilegais. No início do mês, lembrou o deputado, a PF prendeu oito imigrantes ilegais de Bangladesh que seguiriam para São Paulo a custo de R$ 800,00 a passagem para a chegada na capital paulista. A PF descobriu um coiote em Rio Branco – um bengali (natural de Bangladesh) casado com uma brasileira – que seria responsável pela introdução do grupo no Brasil.

Para o parlamentar acreano, a rota de Assis Brasil é preferida já que é menos policiada que Brasiléia e Epitaciolândia, “apesar destes municípios já constarem pelas autoridades policiais como grande porta de entrada tanto do tráfico como da imigração ilegal”. Muitos imigrantes ilegais usam a Bolívia, principalmente a cidade de Cobija (capital do Departamento do Pando) para cruzar a fronteira quando sentem a fiscalização relaxada. Segundo Petecão, é necessário urgentemente aumentar o contingente de policiais federais na região, enquanto o tráfico e a imigração ilegal ainda estiverem ao alcance do controle das autoridades do setor. “É o que vamos solicitar juntamente com as informações das ações policiais”. (Assessoria)

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