Petecão quer ser um senador popular

A primeira entrevista com os pré-candidatos ao Senado, no Boca no Microfone, da GAZETA FM, foi ontem com Sérgio Petecão (PMN). Os jornalistas Eliane Sinhasique e Nelson Liano Jr. formularam perguntas ao pré-candidato auxiliados pelas participações dos ouvintes. Hoje será a vez do pré-candidato, a senador Edvaldo Magalhães (PCdoB) ser ouvido no quadro do programa Toque e Retoque. A entrevista será entre às 15h e 16h.
Entrevista-petecao
Qualificação para pretender a vaga do Senado

Na sua primeira resposta Petecão explicou porque pleiteia uma das vagas do Acre ao Senado. “Minha trajetória política me permite que aceite o desafio. Fui deputado estadual por três mandatos e sou deputado federal. A FPA tem sede de poder. Para o equilíbrio político deste Estado é preciso que tenhamos um senador da oposição. Tenho o segundo grau completo, sou técnico em contabilidade e formado na faculdade mais importante que é a da vida. Com 14 anos meu pai foi assassinado. Sempre trabalhei muito para ajudar a minha família e me sinto preparado para essa trajetória aos 49 anos”, disse ele.

A oposição no Senado Federal
Indagado se pelo fato de ser oposição poderia prejudicar o Estado, Petecão, respondeu: “Oposição a quem? Defendo a pré-candidatura do Serra (PSDB) a presidente e posso ser muito bem da base de apoio. A prioridade para mim é o meu Estado. Qualquer projeto, se for de interesse da população, mesmo se for a Dilma (PT) presidente vou defender. Como deputado federal aloquei emendas em todos os municípios dirigidos por prefeitos de oposição ou petistas. Não ponho os interesses políticos e partidários acima dos interesses da população. Nós temos que ter um equilíbrio de forças. Não pode ter um senador do Acre que mande nos outros dois senadores. Se o Serra for o nosso presidente vamos ter um senador da base do Governo para trazer recursos para o Estado”, justificou.

Críticas pela saída da FPA
Mais uma vez o parlamentar falou sobre a sua saída da FPA. “Não foi só o Petecão, o Bocalom (PSDB) e o Calixto (PSL) que era da base de apoio, também saíram. Quando nos juntamos apoiei o ex-governador Orleir Cameli e ganhamos da FPA. Passei dois anos na base de apoio do Orleir. Não concordando com os rumos que o Governo tomava sai para ajudar a fundar a FPA. Se voltar um pouco na história as pessoas que a gente criticava são as que compõe a FPA. Quem mudou de rumo foi a FPA e não eu. É um governo autoritário onde não se tem a participação democrática”, salientou.

Desenvolvimento do Acre
Indagado por um ouvinte de como poderia ajudar o desenvolvimento do Estado, Petecão, revelou: “posso ajudar como todo senador através das emendas parlamentares e defendendo a proposta do meu pré-candidato ao governo Bocalom que se preocupa com o homem do campo. Temos que gerar renda e emprego. É o nosso compromisso. Essa violência é causada pelo desemprego e a nossa juventude perdeu a esperança”, destacou.

Comparação entre as gestões da Aleac
Um dos seus adversários na eleição, Edvaldo Magalhães, é o atual presidente da Aleac. Petecão foi presidente da Casa durante quatro mandatos. Ele falou sobre a sua gestão. “Já fui tratado pelas pessoas que me fazem críticas como um dos melhores presidentes que a Aleac já teve. Nós pegamos o Estado numa dificuldade muito grande com salários atrasados. O ex-governador Jorge Viana (PT) pediu que fizéssemos um grande sacrifício para enxugar a máquina. Nós não tínhamos um servidor que não fosse funcionário da Casa. Nós tivemos que brigar contra os marajás para economizar dinheiro para investir em escolas e agricultura. O povo é que vai julgar quem fez uma melhor gestão. A grande oportunidade será as eleições. Naquela época havia um espírito de ajudar o Estado. Dei a minha contribuição e o Edvaldo está dando a dele”, explicou.

Eleição municipal
Especulou-se que Petecão poderia ser candidato a prefeito nas próximas eleições da Capital. Ele nega com veemência. “Se o povo do Acre me der à oportunidade de ser senador eu não serei candidato a prefeito de Rio Branco. Vamos fortalecer a oposição nesse Estado. Não posso discutir prefeitura porque estou focado em ganhar uma vaga para o Senado. Se não tiver mandato terei que estar no posto de gasolina da minha família como frentista. Não dá para ficar pensando em prefeitura”, justificou.

Possibilidade do suplente assumir
Perguntaram a Petecão sobre a possibilidade do seu suplente Fernando Lage (DEM) assumir a cadeira, caso seja eleito, por alguns períodos do mandato. “Confesso que acho natural. Não queria ser como o Coelho (PMN) que foi suplente e nunca teve oportunidade de assumir. Se entendermos que o Fernando Lage deva ter a sua participação não vejo nenhum problema de dividir um pouco o poder. Não tenho ganância pelo poder que é uma coisa natural e todo mundo tem que participar. Sempre combati a centralização do poder e vou procurar a ser o mais democrático possível”, finalizou.

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