Pergunta-se

Agrava-se outra vez a situação dos acreanos extrativistas e agricultores que vivem na faixa de fronteira do lado da Bolívia com ameaças de expulsão e confisco de sua produção. Mais grave, porém, são a demora e a inércia das autoridades dos dois países em resolver esta questão que se arrasta há anos.

Quando surgiram os primeiros incidentes, após a chegada ao poder do atual presidente Evo Morales, denúncias e gestões foram feitas junto às autoridades dos dois países. Estabeleceram-se prazos e critérios para a permanência e repatriação desses trabalhadores e suas famílias. Porém, pouco ou nada se fez para resolver o problema de forma definitiva.

Pergunta-se ao Incra e outros órgãos federais e estaduais quantas famílias já foram repatriadas e assentadas? Quantas ainda estão do lado boliviano vivendo da incerteza. Pior do que isso, sendo amedrontadas e humilhadas, como consta dessas últimas denúncias?

Fato é que o problema está se agravando e, talvez, quando ocorrer alguma tragédia é que as autoridades dos dois países tomarão as providências que estão sendo proteladas há vários anos.

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