Ceasa Incentiva Produção

Produtores sentem a necessidade de produzir mais e melhor
Ceasa
O novo espaço de comercialização no atacado que começou a funcionar no dia 1º de março de 2010, Central de Abastecimento e Comercialização de Rio Branco (Ceasa Rio Branco), incentiva os produtores a produzirem mais e em melhores condições, devido à regra de mercado “lei da oferta e da procura”. Na Ceasa Rio Branco o produtor não fica sem vender seus produtos e, já que as vendas se aquecem, a produção tende a aumentar consideravelmente. E quem passa a produzir consegue aumentar seus lucros.

Com isso, a maior parte dos produtores começa a investir no aumento de sua produção, comprando novas áreas e/ou ampliando sua área produtiva. E tanto produtor como comerciante e consumidor, no fim das contas, ganham com isso. Claro que essa vontade de crescer deve partir de quem produz, pois quem começa a investir agora vai ter resultados a médio e longo prazo.

Rogério Campos, Diretor Técnico e Operacional, garante o estímulo à produção: “A Ceasa exerce um papel no canal de incentivo dos produtores que comercializam aqui, articulando nos órgãos de fomento”, comenta. Através de informações coletadas no atestado de produção, a Central de Abastecimento registra as necessidades dos produtores e faz a mediação entre órgãos, principalmente ligados à agricultura, que dão suporte técnico ao produtor.

Um espaço grande como a Ceasa necessita de uma grande produção e ações em conjunto da equipe técnica e operacional, secretarias de agricultura em todo Acre, destaque para Secretaria de Agricultura e Floresta (SAFRA) de Rio Branco e a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF).

Na esfera Federal há suporte do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Embrapa/AC e Conab.

 De comerciante a grande produtor
 Há dez anos no Acre, Antônio Lino dos Santos é um dos grandes comerciantes de frutas cítricas, principalmente de laranja, no estado. E há três anos também passou a produzir com qualidade esses produtos.

Atualmente possui duas propriedades de aproximadamente 20 hectares cada. Uma delas já tinha pomares com essas frutas.

Por ter muita experiência acumulada da forma de produzir e por ter vínculo de negócios com produtores paulistas e rondonienses, Lino usou de seu conhecimento para melhorar a produção evitando o surgimento de pragas que se proliferam numa lavoura mal cuidada.

 A nova propriedade ainda não produz, mas está com oito mil mudas de laranjeiras plantadas e com ótimo desenvolvimento. Adquiriu também boxes na Ceasa (Laranjão Rio Branco) onde comercializa sua produção e a que compra de outros agricultores. Pensando na agroqualidade, Lino também utiliza máquinas para beneficiamento dos produtos que vende.

O empreendedorismo e a paixão por produzir estão na alma de Lino, que começou como marreteiro, hoje produz, importa de outros estados e compra no mercado local toda a variedade de citros comercializados em Rio Branco. Ele os distribui nos principais supermercados e comércios da capital.

Seu empreendimento hortigranjeiro gera cerca 08 empregos diretos, sendo que um desses é Assis Francisco, que tem sete anos de experiência no trabalho com as frutas cítricas, funcionário de confiança de Lino.

“Temos que fazer o que gostamos e produzir é minha vocação. Eu poderia muito bem investir tudo que já investi em apartamentos e teria R$ 400 mil em imóveis alugados, mas não é minha vocação”, disse o produtor.

 Produção familiar com tradição
O senhor Ahiyoshi Hara é a prova de que a produção familiar no Acre dá certo para quem quer produzir. Com 9,5 hectares de terra e 1 hectare plantado, seu Ahiyoshi produz cebolinha, pepino, couve e coentro, e emprega de 4 a 6 pessoas em época de colheita. Ele pretende aumentar a produção para cultivar também espinafre – hortaliça que será plantada em estufas –, maracujá e alface.

Desde criança trabalhando com agricultura, seu Ahiyoshi reúne conhecimentos que hoje emprega na produção dos hortigranjeiros. Há 11 anos ele e sua família estão no Acre e ele diz que nunca parou de produzir. Quando necessário, muda o foco de produção para outra hortícola, mas nunca deixa de trabalhar na agricultura familiar. “É preciso trabalhar com o que se têm”, diz o produtor.

Seu Ahiyoshi vai à Ceasa Rio Branco comercializar seus produtos, em média, 3 vezes por semana, e para aumentar sua produção, receberá auxílio técnico da parceira da Central de Abastecimento e da Secretaria Municipal de Agricultura e Floresta – Safra.

 Hidroponia: uma solução inteligente
O casal Rosely Câmara e Marcos Catarino são exemplos de que o cultivo de folhagens hidropônicas não só funciona no Acre, como também é rentável e traz para o mercado local novas espécies, que é o caso da mostarda e da chicória escarola, hortaliça semelhante à alface.

Atualmente o casal colhe por dia cerca de 1.000 maços de alface. Sem mensurar as despesas o arrecadado, em 30 dias, chega a R$30 mil só com essa hortaliça. Os produtores e comerciantes incentivam e compram variedades de verduras de produtores da região, municípios de Rio Branco, Bujari e Porto Acre (vila do V). Hoje eles compram hortaliças de cerca de 70 famílias de produtores, em média 5 mil maços/dia.

O empreendedor Marcos Catarino comentou que o incentivo veio de seu pai, que é produtor, e através dele começou a comercializar e posteriormente produzir. Falou também da Ceasa, que incentiva ele e sua esposa a produzirem mais e melhor. “É um lugar ótimo para trabalhar. Limpo, seguro, bom para o cliente e para manter a qualidade dos produtos”, ressalta.

Rosely contou da busca pelo reconhecimento da alface hidropônica no mercado local onde é vendido como “alface comum”. Sua área produtiva deve atender os padrões, hoje são 2.650 m² produzindo 6 espécies de hortaliças. A área deve ser triplicada dentro de poucos dias, bem como a inserção de mais tipos de verduras e até frutas.

 O indispensável apoio técnico

Para aumentar a área produtiva de Marcos e Rosely, a Secretaria de Agricultura e Floresta (SAFRA), por intermédio da equipe técnica da Ceasa Rio Branco, cedeu um trator, dois operadores de maquina para arar a propriedade do casal e um técnico agrícola para prestar orientação.

Esse apoio serve para o produtor que realmente quer produzir, sem ter que fazer uso do fogo, que além de ser ilegal e passível de multa, prejudica o meio ambiente e empobrece o solo. (Assessoria Ceasa)

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