Defesa Civil termina plano contra as queimadas e pede ajuda da população

Para ampliar as ações de combate às queimadas, a Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) e os seus parceiros (Imac, Sema, Semeia, entre outros órgãos ambientais) finalizaram no começo desta semana as atualizações do Plano de Contingência Contra Incêndios. A diretriz deve ser posta em prática de imediato e servirá para guiar as ações de todos os autores de contenção das queimadas. A meta é controlar e reduzir o número de incêndios tanto em áreas urbanas, quanto em florestais/rurais em todo o Estado.

O plano será utilizado como base de apoio ao trabalho que a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros fazem, junto aos órgãos ambientais, para evitar a propagação de queimadas, tais como transportes, equipamentos, estratégias, treinamentos, campos de atuação, etc. Conforme o secretário geral da Cedec/AC, cel. João Jesus de Oliveira, trata-se de uma ferramenta valiosa para prevenir e combater incêndios.

“Durante o ‘verão’ (julho, agosto, setembro e outubro), as queimadas são fenômenos perigosos porque o ambiente lhe é altamente favorável, tornando-as incontroláveis. Na última sexta, estivemos reunidos com nossos parceiros e avaliamos a situação da nossa umidade do ar, que ainda está baixíssima (fator que aumenta a propagação do fogo). Por isso, é importante ter mais cuidado na prevenção e combate às queimadas”, ressalta ele.

Assim, outra tarefa importante do plano de contingência é ditar as responsabilidades que os parceiros da Defesa Civil têm neste combate. Por isso, nele é prescrito o que cada órgão ambiental (ou não) deve fazer para aumentar o poder operacional contra o fogo.

Mas a mobilização não pára por aí! Para garantir a eficácia do plano, o coronel João Oliveira também ressalta a ajuda em potencial que deve vir de seu maior parceiro: a sociedade. Segundo ele, é muito importante envolver a população neste trabalho, a fim de que se consiga que as pessoas deixem de atear fogo em quintais, lixos, em terrenos baldios (‘limpeza’) ou em áreas florestais (assim como jogar cigarros, fósforos, etc).

“Este é um dever que não é só nosso, e sim de todos. As pessoas precisam saber que é preciso se prevenir contra queimadas e denunciar os incendiá-rios”, completa Oliveira. 

Ocorrências diárias – O Plano de Contingência Contra Incêndios também deve ajudar o Corpo de Bombeiros a dar mais efi-ciência ao combate ao fogo. Segundo o secretário da Cedec, Rio Branco registra hoje entre 12 a 20 (média: 15) ocorrências de queimadas por dia, mas o CBM/AC só consegue atender 50% destes chamados (filtragem dos mais graves feita pelo Ciosp). Com o plano sendo executado, este atendimento deve crescer.

Outros aliados dos ‘soldados do fogo’ devem ser o número maior de treinamentos, equipamentos de bungee jump (parceria com Ibama) e a inédita utilização do helicóptero João Donato para transporte e combate de fogaréus em áreas florestais.  

 

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