Em 2008, Comércio gera mais emprego do que novas empresas

A Pesquisa Anual do Comércio (PAC) do IBGE aponta que no ano de 2008 a criação de empregos pelo setor no Acre, em comparação com 2007, foi maior que a abertura de novas empresas. Em 2008, as 2.040 empresas do Comércio eram responsáveis pela contratação de 13.971. Ante o ano anterior, a contratação de pessoal subiu 6,23%, contra 1,29% da abertura de lojas.
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Em 2007 o Comércio acreano tinha empregado 13.151 funcionários e existiam 2.015 empresas abertas. A PAC analisou o Comércio por três segmentos: o varejista, o mercado atacado e o de veículos, peças e motocicletas. O setor varejista revela-se como o mais forte do Acre, obtendo os melhores números quando o assunto é receita, comercialização e pessoal ocupado.

No ano de 2009, por exemplo, a receita bruta do varejo foi de mais de R$ 1 bilhão – o que representa quase a metade de todo o Comércio. Os gastos com salário dos 10.072 trabalhadores chegaram a R$ 82 milhões. O comércio varejista teve expansão tanto na ocupação de pessoas (8,13%), como no número de empresas (6,11%) quando comparados com 2007.

Já o mercado por atacado tinha 158 empresas – 8% do total – e contabilizou R$ 862 milhões em receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas. Até o final de 2008, o segmento ocupava 1.822 pessoas, 13% de todo o comércio. Os dispêndios com pagamento de salários e outras gratificações somou R$ 21 milhões. A margem de comercialização (diferença entre receita líquida de revenda e o custo das mercadorias revendidas) foi de R$ 99 milhões.

A receita bruta de revenda e de comissões sobre vendas do segmento automotivo e de peças chegou a R$ 504 milhões (21% do total), com 148 empresas abertas (7%) e quase 1,5 mil funcionários (11%). As despesas com pessoal ficou R$ 16,7 milhões, o que inclui salários e bônus. A margem de comercialização chegou a R$ 99 milhões.

O comércio varejista apresentou a maior taxa de margem de comercialização entre os três segmentos analisados: 55%. Ou seja, o varejo foi o que apresentou maior retorno relativo por unidade monetária de produto vendido. As taxas de comercialização do atacado e do comércio de veículos, peças e motocicletas foram, respectivamente, 29 e 16%.

Apesar do bom resultado do Comércio, os números indicam um setor privado ainda fraco diante da força econômica do Estado. O pagamento do fun-cionalismo público estadual é da ordem de R$ 104 milhões mensais com os 45 mil servidores da máquina estatal. É no Estado, ainda, que estão os salários mais altos do Acre. Diante dos dados do comércio, observa-se um grande disparate.

 

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