Ossada humana pode ser de idoso desaparecido há mais de um ano

A ossada humana encontrada num terreno baldio nas proximidades da Rua Fonte Nova, bairro Conquista, na última terça-feira, 13, pode ser do aposentado Markizio Antônio Lima, 76 anos, desaparecido há um ano e sete meses. O pedaço de ouro na arcada dentária chamou a atenção de familiares do idoso.
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Ontem (14), quatro filhos de Antônio – de um total de oito – estiveram no Instituto Médico Legal (IML) para colher amostras de sangue e saliva. O próximo passo agora é saber se o DNA extraído dos filhos é compatível com o retirado da ossada. A análise do material será realizada fora do Estado e o resultado final pode demorar de um a três meses.

“Senti algo diferente quando olhei para a ossada. Tudo indica que é meu pai”, disse o filho Marcos Antônio da Costa. Além do ouro na arcada dentária, outro detalhe que chamou a atenção de Marcos foi o local onde os restos mortais foram encontrados.

Segundo ele, antes de desaparecer o aposentado esteve na residência de uma amiga evangélica que mora nas proximidades. “Ela nos informou que ele estava confuso e pediu uma oração, depois foi embora. Trabalhamos com a hipótese de que ele entrou na mata, se perdeu e não teve como pedir por socorro”, observa.

Antônio morava sozinho numa residência da Vila Betel, no bairro Calafate, não tinha aparelho celular e se negava a andar acompanhado. “Ele era um homem independente que adorava os estudos, não queria depender dos filhos”, conta Marcos. Seu histórico de aventuras incluía uma semana em Porto Velho (RO), ocasião em que foi assaltado e agredido.

O aposentado sofria do Mal de Alzheimer, também conhecido como a doença da demência por ter como sintoma primário a perda da memória. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer.

Caso se confirme à identidade, a família acredita que isso possa ter sido determinante para o óbito.”O que mais me dói é saber que ele pode ter morrido de fome, sozinho, sem a ajuda de ninguém”, diz emocionada a filha Marquizete Lima. Ela tinha esperanças de encontrar o pai vivo, mas depois que olhou a ossada bem de perto, acredita que as chances são bem pequenas. “Sinto que é ele”, declara.

A família depende do resultado do exame de DNA para dar início aos preparatórios do funeral. Se for positivo, o local do sepultamento já foi definido. Os filhos revelam que antes de desaparecer, Antônio os levou ao cemitério São João Batista e mostrou o lote que havia comprado para o descanso final.

FOTOS: GLEICIANO RODRIGUES

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