Rio Branco pode ter a sua 1ª confirmação da doença de Chagas

A Capital acreana pode registrar o seu 1º caso confirmado, oficialmente, de hospedeiro humano da doença de Chagas. O caso é de uma moradora da vila militar Pedro Roseno, atrás do Hospital das Clínicas do Acre (antiga Fundhacre). Outras casas do local podem estar infectadas pelo barbeiro, assim como há suspeitas em outros 8 bairros da cidade: Centro, Calafate, BR-364, Custódio Freire, Santa Helena, Taquari, Universitário, etc.
Besouro
No final de abril, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) verificou a presença de 14 insetos semelhantes ao barbeiro (transmissor da doença) em palheiras e dentro das casas da vila militar. Destes, 5 foram descartados (espécimes afins) e 9 seguiram para análises posteriores. Dos 9 que restaram, os resultados prévios apontaram positivo para 1 dos insetos, assim como houve, também, confirmação para a casa da moradora da vila.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Pascal Khalil, a confirmação do caso ainda não é conclusiva. Trata-se de um relatório prévio, a ser usado para abrir inquérito sorológico em cima desta paciente suspeita, e mesmo de outros moradores da vila (área de risco devido às condições que propicia ao inseto). Este novo exame será feito pelos laboratórios do Inst. Evandro Chagas, de Belém/PA. Inclusive, um bió-logo do instituto, Aldo Valente, já está na cidade para avaliar o quadro endêmico da vila e levar os exames.

A respeito destes novos exames em Belém, o biólogo paraense teria emitido opinião de que o resultado deve dar negativo. Ainda assim, o secretário Pascal Khalil contou que é preciso esperar pela confirmação, ou não, do laboratório para ter 100% de certeza.
“Ainda que não haja definição sobre a moradora, o fato de termos a presença confirmada do vetor na vila indica que, se não cuidarmos direito da área em questão, mais cedo ou mais tarde teremos a confirmação de algum portador. Por isso, precisamos investir no nosso maior foco de combate agora, que a prevenção à doença”, declarou Pascal.

Entre tais cuidados preventivos, o secretário destaca que é preciso rebocar bem todas as áreas da casa, não deixar frestas em janelas e paredes, vistoriar palheiras, limpar bem o quintal, não acumular materiais de construção, além de identificar os sintomas (local da picada na pele inchado e vermelho, febre, anorexia e alterações no fígado e coração). A Semsa promoverá várias ações contra a adaptação do inseto na cidade. 

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