Expoacre 2010 supera todas as expectativas

A Expoacre 2010 foi sucesso de público, organização e negócios. O evento recebeu média diária de 35 mil pessoas – mais de 300 mil visitantes nas nove noites de feira, segundo a Polícia Militar – e cerca de mais de R$ 93 milhões em negócios, com destaque para os contratos de financiamento, com R$ 57 milhões. Outro avanço foi registrado no setor de veículos, que dobrou as vendas em relação ao ano passado, faturando R$ 28 milhões. “Foi a feira mais organizada de todos os tempos. Conseguimos transformar o local em verdadeiro Parque de Exposições”, disse Dudé Lima, um dos organizadores da Expoacre.
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Uma constatação relevante foi a de que muitos moradores de municípios do interior estiveram comprando veículos, o que indica que o bom momento da economia do Acre está por todo o Estado. Importante avanço foi o Espaço da Indústria, que somente em 2010, recebeu do Governo do Estado em parceria com a Federação das Indústrias do Acre (Fieac), R$ 480 mil em ampliação e melhorias.  O pavilhão tem cerca de 2.000 metros quadrados e abrigou em 2010 70 empresas expositoras, 17 a mais que no ano passado. O espaço é permanente e, conforme o secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, César Dotto, em breve deverá expor produtos por setor e não apenas do conjunto das indústrias.

O Espaço da Indústria contou ainda com stand de divulgação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) que está sendo implantada em Senador Guiomard consolidando investimentos na implantação do galpão onde setores da indústria acreana apresentaram seus produtos.

Os microempreendimentos estão entre os mais bem-sucedidos na feira deste ano. É o caso da vendedora Lene Aparecida Oliveira Maia, que obteve da organização autorização para instalar sua banca de tacacá nas proximidades do parque de arborismo. Com a renda, Lene vai construir sua casa em terreno cedido pelo seu pai no Ramal da Palheira, na Vila Acre, em Rio Branco. “Não pensei que fosse ser tão bom. Só tenho a agradecer, e muito, ao Governo do Estado, ao pessoal da organização, pela ajuda que me deu”, disse Lene. O faturamento nas nove noites chegou a R$ 10 mil brutos e Lene precisou da ajuda da irmã, sobrinhos e filhos para dar conta do movimento.

Outro exemplo de sucesso é o restaurante El Chavo Loco, especializado em comida mexicana. O dono, Marco Antônio, disse que as vendas foram tão boas que ele investiu R$ 6 mil em novos equipamentos, pagou-os todos com a receita da Expoacre, tirou as demais despesas e ainda teve um lucro “ótimo”. “Foi realmente muito bom”, afirmou Marco, que está abrindo um ponto fixo de El Chavo Loco no Parque da Maternidade. Ele empregou seis pessoas e vendeu 300 unidades de diferentes tipos de comida e bebida (taco, mojito etc) ao dia.

Sobretudo, parte do dinheiro que circula na Expoacre está sendo destinado para obras assistenciais como o Lar dos Vicentinos e o Educandário Santa Margarida, ambos em Rio Branco. O estacionamento da feira foi administrado pelo Rotary Club e a renda será revertida para essas organizações assistenciais.
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Grandes parcerias

 O  Sebrae levou novos e tradicionais empreendimentos à Expoacre 2010 no  Salão de Negócios e Oportunidades. Foram apresentados equipamentos, máquinas e serviços de treinamentos para a instalação, melhoria e modernização das empresas acreanas. O Sebrae mostrou uma padaria em completo funcionamento usando  modernos equipamentos. Trabalhando sempre em parceria com o Governo do Estado, o  Sebrae apresentou unidades de demonstração dos projetos de incentivo à produção e agroindústria do amendoim do Quinari, criações comerciais de pirarucu e horticultura familiar. “A cada ano notamos que o volume de negócios aumenta significativamente”, disse Orlando Sabino, superintendente do Sebrae. O Salão de oportunidades produziu mais de três mil contatos comerciais que estão gerando novos negócios em tecnologia, porta a porta e ambulantes. No balanço geral das nove noites o setor fechou mais de R$ 295 mil em negócios efetivados e projetados.

Uma novidade foi o projeto de fortalecimento da indústria da confecção, que levou à Expoacre 8 das 23 empresas que participam desta ação e os resultados foram animadores, segundo seus organizadores.

Outras parcerias importantes também foram realizadas com a Acisa – Associação Comercial Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre – além da Associação dos criadores de Nelore do Estado que não só estiveram presentes na feira como também mostraram os poten-ciais de suas respectivas áreas.

Área do parque 30% maior no governo Binho
A área do parque de exposições aumentou  30%  no governo Binho Marques  e o  medidor desse crescimento é de fato a indústria: as pesquisas da federação mostram que os investimentos inverteram a fonte de empregos. Em 2003, 60% dos postos de trabalho estavam com o governo e apenas 40% eram ofertados pela iniciativa privada. Hoje os números de um e outro são praticamente iguais. O advento da ZPE ocorre em uma Zona Especial de Desenvolvimento (ZED), conceito criado pelo governador Binho Marques para definir áreas de maior dinâmica econômica, localizadas na área de influência direta das rodovias federais BR-317 e BR-364. A expectativa, em curto prazo, entretanto, é de que a ZPE do Acre se transforme, pela sua proximidade e condições logísticas, em uma plataforma de suprimento par-cial dos produtos brasileiros para os mercados dos países vizinhos. “Foi sucesso em todos os aspectos. Os empresários e visitantes se mostraram muito satisfeitos. O que a gente queria é que fosse maior a participação do empresário e isso aconteceu”, disse César Dotto, secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.

A decisão de alterar os dias de rodeio foi estratégica para que todos os dias a Expoacre recebesse público expressivo. A abertura da feira é tradicionalmente no sábado e o rodeio começa no domingo e tem a entrega dos prêmios na terça-feira. Nos dias que se seguem são realizadas grandes apresentações musicais gospel ou popular e há importantes eventos em diferentes espaços do parque. Antes dessa medida, os dias de grande movimento eram apenas aqueles de shows com artistas nacionais. “A Expoacre 2010 foi uma injeção de Acre na veia”, resumiu o secretário de Agricultura e Pecuária, Mauro Ribeiro.

Portões abertos, muito mais público, renda e cidadania
Foi no governo Binho Marques que os portões da Expo-acre passaram a ser abertos ao público, o que ampliou significativamente a freqüência e possibilitou incremento nos negócios, de pequenos a grandes, no interior do parque. “Quando se cobrava ingressos diminuia a possibilidade de se consumir dentro do parque”, disse Dudé Lima, acrescentando que a democratização do espaço possibilitou melhores vendas. Os shows musicais foram terceirizados  e passaram a ser realizados na arena de rodeios. 

O Governo do Estado também incrementou o espaço do  Sistema de Produção Sustentável,  que simula uma propriedade rural  onde estão reunidas as experiências de produção sustentável. 

Salão do Turismo
O turismo como elemento alavancador da economia e gerador de emprego e renda com sustentabiliade social e am-biente foi exposto no 1º  Salão Estadual de Turismo, aberto todos os dias da Expoacre, oferecendo cardápio de informações e serviços como degustação de pratos típicos da região de restaurantes acreanos ligados a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Além disso, projetos como a  Trilha Chico Mendes, a 1ª Trilha de Caminhada de Longa Duração da Amazônia foram apresentados aos  visitantes do salão. 

O lançamento da Trilha Chico Mendes está previsto para setembro, na Adventure Sport Fair, em São Paulo, a maior feira de esportes radicais da América Latina. O projeto é da Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer.

Projeto Catar
Somando-se o que foi coletado durante os shows musicais e  os rodeios da Expoacre 2010, os catadores do Projeto Catar somaram 1,2 toneladas de objetos plásticos e latinhas de alumínio, número que significa 20% a mais que o resultado da  feira passada. De acordo com Francisco Pereira, coordenador do projeto, 20 catadores atuaram nas nove noites do evento e o produto da coleta será negociado com a recicladora Plas-Acre, de Rio Branco, e com empresas de outros Estados.
A renda média de um catador (são cerca de 409 filiados à cooperativa mantida pelo projeto) chega a R$ 600 ao mês. Parte dos catadores trabalham na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos de Rio Branco (Utre). O dinheiro obtido durante a Expoacre se constitui em algo como um “13º salário” para os catadores. (Agência Acre)

Cidade Digital
Outra importante inovação na Expoacre 2010 foi a Cidade Digital, espaço que, com equipamentos próprios de uma cidade (escola, lan house, delegacia, atendimento ao contribuinte, praça, residência) explicou com detalhes  como o programa Floresta Digital funciona e como o usuário deve proceder para ter acesso ao sinal de internet. A Cidade Digital recebeu  diariamente dezenas de visitantes interessados em conhecer melhor o Floresta Digital e o Governo Eletrônico, pelo qual as pessoas acessam a documentos e informações,  iniciam procedimentos junto às autoridades (elaboração on line de boletim de ocorrência policial, por exemplo) e navegam na internet.

 

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