Pais policiais são exemplo de disciplina e ética para os filhos

Hoje é Dia dos Pais e para comemorar nada melhor do que conhecer valiosas lições de como o amor paterno pode ser repassado para a boa formação dos filhos. No caso, pais que exercem uma função nobre na sociedade: policial militar. Como é ter um PM como chefe da casa? Talvez rigor seja resposta da maioria. Incompleta! Sem dúvida, a melhor definição para um pai assim é a de ‘um verdadeiro herói’.
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Assim como muitas profissões, o policial militar traz para casa valores importantes na estruturação de um lar, tais como a disciplina, a decência, a ética, a hierarquia e, acima de tudo, o compromisso de fazer o bem. Não são todos (afinal, toda macieira tem a sua maçã podre), mas muitos deles conseguem ser o melhor que podem para fazer carreira na corporação e construir, com toda a atenção do mundo, uma família amorosa.

Para mostrar bons exemplos do que é ser pai, A GAZETA visitou o lar de dois policiais:  

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O chefe de uma família de ‘futuros’ militares

Quem entrar na casa do major Almir Lopes de Souza certamente não tem como não se divertir com garotinho de 3 anos já batendo continência. Esse é Felipe Emanuel Morais da Silva, o caçula, que junto com Mateus Luan Morais de Souza, 14, Anny Kirley Sá de Souza e Camila Morais (de criação) completam os filhos do major. Anny e Camila são filhas do 1º casamento de Almir. Já Mateus e Felipe são filhos do 2º e atual casamento do major, com Ivone Oliveira Morais (uma história de amor com 15 anos de duração).

A casa de Almir, Ivone, Mateus e Felipe é um real modelo de organização. O major é o chefe da casa, mas a mulher e os filhos garantem que nenhuma decisão lá é tomada sem a opinião de todos. Na PM, Almir é comandante do 8º Batalhão (Sena Madureira) e atua na parte da inteligência, ensino, RH e boas relações com as demais instituições. No lar, o major é implacável quando se trata da educação dos dois filhos. O segredo? Ele revela:

“Não atuo com repressão, acredito no lado educativo. Na minha profissão, os 2 maiores princípios são a disciplina e a hierarquia. Para mim, esses são elementos presentes em tudo. Creio que meus filhos estão aprendendo isso, portanto, acho que estão se tornando boas pessoas. Orgulho-me deles”. E estão mesmo! O major quer que o Mateus se torne médico, mas o garoto já teve 1º contato com os pilotos do ar e adorou a profissão. Parece que mais um militar sairá da casa! Já o caçula, o começo do texto deve resumi-lo bem.

Mas se o major queria um doutor, como isso aconteceu? “O pai é o exemplo deles. O modelo. É natural que queiram seguir a carreira. Eles até vestem a farda do Almir para brincar”, responde a mãe, que é funcionária federal na Ufac. Se ainda restam dúvidas, o ‘SIM’ sonoro e sem hesitação de Mateus (aluno da 8ª série e do 3º de inglês), quando perguntado se o pai é seu maior herói, trata de afastá-las de vez.

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O paizão rígido, mas orgulhoso dos filhos

Quando a reportagem recebeu a indicação para procurar como personagem Sebastião Maia de Andrade já conheceu a fama de ‘Paizão’ que o sargento tem no 2º Batalhão de Polícia Militar. O militar trabalha a quase 25 anos em radiopatrulha, no policiamento ostensivo e no administrativo da PM. Sua família é composta da esposa Francisca Maia e dos dois filhos Wellington de Souza Andrade, 20, acadêmico de Sistema de Informática, e do técnico em Informática Wemerson de Souza Andrade, 18.

Os rapazes são os 2 maiores orgulhos de Andrade, tanto é que o sargento mesmo conta que jamais foi ausente na vida dos filhos (ou, como ele prefere,‘um pai 24h’). Para ele, a paternidade exige presença e responsabilidade. Assim, ele nunca deixou de participar e cobrar a boa conduta na vida dos jovens. “Sou exigente e, apesar de isso às vezes gerar atritos, sei que é assim que devo ser. Minha obrigação como pai é estar sempre presente para formar filhos com caráter, respeito e dignidade. Homens de bem, com educação. Por isso, eu fico em cima e dou o meu melhor. É um cuidado”, comenta o sargento.        

Do lado dos filhos, o pai representa, lógico, um verdadeiro exemplo de pessoa. Nenhum dos dois se apaixonou pela profissão de militar, mas reconhecem o valor dela para o pai. Eles também contam que, vez ou outra, o sargento foi bem rigoroso, mas admitem que à medida que foram crescendo perceberam o quanto a disciplina educativa foi importante.

“Hoje, vejo os bons exemplos que meu pai nos deu. Em determinadas situações, eu me deparo com pessoas que não dão o mínimo valor ao dinheiro, ao respeito, à modéstia e outros princípios. Daí, vejo que ele sempre buscou fazer o melhor por nós. É o melhor pai que podíamos ter”, enalteceu Wellington, que completa contando que a educação de casa o ajudará muito na vida, inclusive, no seu futuro projeto: equipe de webdesigners e de desenvolvimento de softwares (mais um orgulho ao pai). Já o outro filho, Wemerson, é mais inibido, mas não deixa de ressaltar o pai como seu maior exemplo de pessoa.

 

 

 

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