Fórum de Arte-Educação é aberto com a proposta de resultados práticos ao debate

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Para revolucionar a forma de encarar a Arte na sociedade, o 1º Fórum de Arte-Educação municipal foi aberto ontem, às 9h, com dever de reunir esforços em prol da implantação de políticas públicas concretas dentro das escolas acreanas. O evento lotou  auditório do Teatrão, reunindo um público de quase 600 artistas acreanos (e até de fora), gestores de vários setores, professores de Arte e acadêmicos de Artes Cênicas. O fórum deve seguir até hoje, discutindo as melhores formas de integrar arte/educadores ao Ensino do Acre.

O fórum partiu do projeto pioneiro da câmara temática de Arte-Educação (do Conselho Municipal de Políticas Culturais), em parceria com as secretarias de Educação estadual e municipal, fundações Elias Mansour e Garibaldi Brasil, Sinplac, Sesc e da Associação de Arte-Educadores do Acre. A iniciativa visa ouvir o público diretamente relacionado à questão, a fim de basear propostas que afixem a Arte como disciplina nas escolas locais.     
O fórum serve para concretizar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96), que torna obrigatório o ensino da Arte aos colégios de nível fundamental e médio do país.

Para mostrar o empenho público com a causa, logo na cerimônia de abertura estiveram juntos os secretários municipais de Saúde e Educação, Moacir Fecury e Pascal Khalil, e os presidentes da FGB e FEM, traçando expectativas ao encontro.Para Marcos Vinícius, da FGB, a Arte-Educação, assim como outros temas culturais, tem centenas de desafios para progredir, mas nem todos serão superados de uma vez. Por isso, deve-se pensar em alternativas às questões mais urgentes, identificando-as através de sugestões populares.

Para tal fim, o presidente da FGB ressaltou a importância de ter sido criado o Conselho Municipal de Políticas Culturais com várias câmaras temáticas (artes visuais, indígenas, negros, etc) para guiar os desafios da Cultura, com planos tão funcionais (c/ metas) e de longa duração (10 anos), a exemplo do que é feito há décadas pela gestão educacional.

Por sua vez, o presidente da FEM, Daniel Queiroz, reafirmou o compromisso em unir as áreas de atuação do poder público(transversalidade) para garantir os meios de se corrigir adversidades na formação de professores de Arte, metodologias de ensino, de renovação pedagógica, carga horária e carência de docentes.“A cultura e a arte exercem influência sobre todas as diretrizes públicas. Portanto, é preciso pensá-las de modo estratégico. Um caminho são fóruns como este, que devem trazer resultados práticos, concretos”, afirma.       

Já os secretários de Educação e de Saúde destacaram a importância que a construção de tal debate tem para suas respectivas áreas, com a formação de cidadãos mais conscientes aos problemas generalizados da sociedade, tais como a Saúde Pública, uso da LDB, etc.

Para 1ª rodada de debates, foram apresentadas 2 palestras de professoras de fora: ‘O que muda na história: arte da criança ou a cultura didática’, por Rosa Iavelberg; e ‘O ensino de arte/dança mediante os desafios da contemporaneidade’, por Márcia Strazzacappa. O dia seguiu também com apresentações culturais e com a discussão de formação inicial e continuada nas universidades e nos órgãos locais de Educação e Cultura.

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