Comitê de Gestão de Riscos Ambientais avalia ações

Ao decretar estado de alerta ambiental em 9 de agosto deste ano como medida de contenção à possibilidade de desastre devido à incidência de incêndios florestais e queimadas descontroladas no Acre, facilitados pela alta temperatura e seca verificadas no período, o governador Binho Marques atendia à recomendação do Comitê de Gestão de Riscos Ambientais (CGRA) composto por 26 instituições das três esferas do poder público para desencadear as ações pertinentes de controle e combate aos focos de calor que aumentou 123% este ano em relação a 2008 e 587% se comparado a 2009, ano considerado atípico devido ao volume de chuvas.

Em 2010 foram registrados em torno de 8 mil focos de calor em todo o Estado, 30% a menos que em 2005, ano com características climáticas semelhantes. O trabalho realizado na sala de situações instalada no gabinete do governador foi avaliado sexta-feira, após dois meses de atividades ininterruptas de fiscalização, medidas educativas e autuações.  

O CGRA foi criado em 2008 através de decreto para tratar de riscos ambientais, incêndios florestais e acidentes com produtos químicos. Esta foi a primeira vez que o comitê se reuniu em um espaço para agir em conjunto simultaneamente em torno de uma situação específica. “A sala de situação poten-cializa a estratégia da gestão de riscos. Criamos um fórum de discussão e ações articuladas com órgãos federais, estaduais, municipais. Este foi um grande avanço”, avalia o secretário de Meio Ambiente do Acre, Eufran Amaral. O esforço concentrado dos órgãos envolvidos teve como elemento unificador a difusão de informações pertinentes às ações de cada uma das instituições envolvidas, fato que proporcionou agilidade e maior eficácia nas operações.

A avaliação interna do Comitê de Gestão de Riscos Am-bientais faz um balanço destas intervenções e projeta para os próximos anos uma linha de atuação comum com medidas ainda mais eficazes de prevenção e combate aos incêndios florestais e queimadas. Em 2005, ano de maior incidência de queimadas no Acre, foram registrados 22.948 focos de calor. Este ano, os números chegaram pouco mais de 8 mil. Parte dos registros de incêndios ocorreu em ao longo das rodovias. De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema) até agosto, 49,8% dos focos foram detectados em áreas desmatadas e 50,2% em florestas. Em Rio Branco, região de maior incidência, 50% dos focos ocorreram naquele período em 16 bairros.

A secretária de Meio Ambiente de Rio Branco, Silvia Brilhante, assumiu a pasta no auge das queimadas urbanas. Ela diz que as medidas emergenciais contribuíram para atingir maior abrangência na detecção dos focos e autores de queimadas tanto quanto o compartilhamento da infra-estrutura entre as instituições que compõem o CGRA. “As pessoas queimavam à noite ou nos fins de semana quando a fiscalização não ocorria. Tivemos que nos adaptar a isso e mudar a rotina da fiscalização, por este motivo conseguimos mesmo com uma equipe reduzida, resultados positivos”, avalia. A Capital foi responsável por 14% do total de focos de calor verificados no Estado. Das 400 denúncias encaminhadas diretamente à Semeia, 90% foram atendidas.

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