Pior conselheiro

O debate está posto. Os dois lados – Ministérios Públicos Federal e Estadual versus pecuaristas e frigoríficos – apresentaram seus argumentos de forma ampla e democrática. A sociedade espera a solução desse impasse porque implica em graves proble-mas como desemprego, desabas-tecimento de carne, inflação e outros.

Pelo que se observou dos dois lados, há uma forte tendência para radicalizar posições e isso poderá agravar a questão. O radicalismo, como em qualquer situação, sempre é o pior conselheiro.

Nos argumentos expostos por representantes dos dois segmentos há pontos sobre os quais não se pode transigir, como a coibição de desmatamento ilegal e trabalho escravo. Há que se considerar, porém, que multas escorchantes foram aplicadas, que os produtores fizeram esforços para se adaptar à legislação e a se manterem essas penalidades pode ocorrer sim a quebra de uma cadeia produtiva, que gera empregos, renda e riqueza para o Estado.

Encontrar um meio termo entre esses extremos é o desafio e é o que o bom senso recomenda e o que a sociedade espera para não ter que pagar a conta, em última instância.

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