Campanha da Fraternidade é lançada com apoio da Aleac

 Os principais personagens da Igreja Católica acreana estiveram, ontem, na Aleac, para participarem da sessão solene de lançamento da Campanha da Fraternidade 2011. Num clima de ecumenismo, o bispo de Rio Branco, Dom Joaquín Pertiñez, explicou que os objetivos da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é despertar a consciência preservacionista dos cristãos. “Todos nós somos responsáveis pelo bem e pelo mal da vida no nosso planeta”, afirmou.
Fraternidade
O tema “A Criação geme em dores de parto”, remete à reflexão das causas do aquecimento global. “Deveria ser um parto de vida, mas as dores são de agonia e de morte. Mas ainda há tempo para reverter essa situação. Espero que essa sessão possa conscientizar as pessoas sobre a importância da vida no planeta. A CNBB quer conscientizar os cristãos sobre o aquecimento global que é uma expressão de insatisfação da natureza contra os disparates que são cometidos contra a Terra”, argumentou o bispo.

Segundo Pertinez, a Campanha da Fraternidade se harmoniza com as Nações Unidas que decretou 2011, Ano Internacional das Florestas. “Temos que tratar o planeta como a nossa casa. Podemos sentir o planeta gemer e a humanidade padecer. Mas podemos transformar o gemido de dor em amor e esperança. Por isso, quisemos somar forças com a ONU. A missão da igreja é conscientizar para desencadear ações que garantam o futuro da humanidade. É preciso que haja o equilíbrio entre os avanços científicos e tecnológicos com a natureza”, pregou Dom Joaquín.

Eduardo Farias destaca caráter ecumênico da sessão
Foi do comunista, Eduardo Farias (PCdoB) a proposição da sessão solene. “É importante o tema ambiental levantado pela CNBB que está no cotidiano das pes-soas. Há uma necessidade de se despertar para o problema do aquecimento global que ronda o planeta. As questões ambientais estarão na linha de frente do meu mandato e a fraternidade e a vida no planeta faz com que possamos discutir o assunto sob vários aspectos. Desde a questão das opções das matrizes energéticas que atualmente se percebe que são inseguras, como a nuclear.

O que aconteceu recentemente no Japão nos alerta para o perigo que representa para a humanidade. Ao contrário, o Brasil, vem adotando matrizes hidráulicas e vegetais. Tudo isso afeta diretamente a nossa economia, mas principalmente a vida de cada um”, salientou Farias.

Política e religião
Indagado se o destaque para os católicos na Aleac poderia ser mal interpretado, Eduardo Farias discordou. “Outro aspecto importante é o caráter ecumênico da sessão que reuniu católicos, evangélicos, espíritas, adeptos das religiões afro-brasileiras e das tradições de uso da ayuhasca. Não houve nenhum tipo de empecilho por parte da bancada evangélica da Aleac. Tanto que os deputados pastores estão todos participando da sessão. Falar da fraternidade é um tema ecumênico que diz respeito a todas religiões.

O PCdoB na sua história vem demonstrando que se preocupa com a religião como a manifestação da fé de cada indivíduo. Vale lembrar que é do então deputado federal comunista, Jorge Amado, a parte da Constituição que se refere a liberdade de culto no Brasil. O PCdoB vem historicamente discutindo religião e política de uma forma muito tranqüila”, finalizou.      

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