Governo convida especialistas para avaliar ações de combate à malária no Estado

Especialistas no combate e controle da malária estão no Acre e participam da 6ª Reunião de Avaliação do Programa Estadual de Controle da Malária do Estado do Acre como observadores e analistas das ações desenvolvidas até agora. Participam da reunião Keith Carter, da Organização Panamericana da Saúde da Organização Mundial da Saúde; Alexandre Macedo, do Centro de Controle de Doenças de Atlanta (EUA); Jaime Chang, gerente da Inicia-tiva Amazônica Contra a Malária (AMI) e Usaid, do Peru; Ana Carolina Santelli, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde; André Daher, da FioCruz; Juliana Chedid, técnica do Ministério da Saúde e Oscar Lapouble, técnico do PNCM. Com investimentos de R$ 7 milhões por ano destinados ao controle e combate da doença no estado e redução de 60% dos casos nos últimos cinco anos, o Acre quer avançar e traçar as metas até 2014.

“É uma auto-avaliação, uma autocrítica que dessa vez conta com a ajuda desses especialistas nacionais e internacionais. É preciso ir além e reduzir ainda mais estes números. Não podemos recuar”, explica a gerente do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Acre, Izanelda Magalhães no primeiro dia da reunião após discorrer sobre a história do controle da malária no Estado destacando que a discussão sobre a malária acontece de forma global. Entre os temas abordados pelos especialistas estão as iniciativas inovadoras no controle da malária, o tratamento de malária por P. Vivax no mundo, parceria para o tratamento da malária P. Falciparum para a Amazônia Legal, papel do controle de diagnóstico, análise da aplicação das estratégias de controle da malária na Amazônia.

Ações devem continuar mesmo com redução de casos
O Acre é considerado estado de médio risco de transmissão em relação aos demais estados da região amazônica. Em 2006, quando o Estado viveu uma epidemia da doença foram registrados 94 mil casos. Em 2010 houve redução em 60% do número de notificações, mas foram registrados três óbitos, em Rio Branco município considerado de baixo risco e por este motivo mais suscetível à demora e erros no diagnóstico que podem levar à morte do paciente.

Os municípios do Acre considerados de alto risco são Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo, Rodrigues Alves e Tarauacá. As áreas de alto e médio risco foram atendidas em 100% com a entrega dos mosquiteiros impregnados, uma das ações de controle da malária adotadas no Acre em parceria com instituições internacionais e Governo Federal que já distribuiu 50 mil unidades das 70 mil recebidas.

Os recursos, segundo a gerente do Departamento de Vigilância em Saúde são destinados para a contratação de recursos humanos, equipamentos, veículos, fardamento específico para agentes, capacitação, entre outras demandas referentes às ações de combate. Nesta quarta-feira, uma mesa redonda entre os técnicos do Programa Nacional e Esta-dual de Controle da Malária e observadores internacionais fecha a reunião durante a qual serão traçadas as estratégias para os próximos três anos.

 

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