Moradores do Irineu Serra querem proibir passagem de caminhões

Lixo nas margens da estrada, ocupação urbana desordenada, tráfego intenso de caminhões e carretas e incêndios. Estes são alguns dos problemas enfrentados pela comunidade Alto Santo, instalada na Estrada Irineu Serra há mais de 70 anos. Nesta semana, moradores abriram uma vala na via de acesso à Área de Proteção Ambiental (APA) Raimundo Irineu Serra para impedir a passagem de caminhões carregados de madeira e gado.
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Um dos moradores do local, Paulo de Assunção Serra, que é filho do fundador da comunidade Alto Santo, afirma que, apesar dos apelos dos moradores, não existe qualquer tipo de controle ou fiscalização por parte do poder público. “Recentemente, caminhões danificaram a rede de telefone e causaram incêndio florestal ao derrubar a rede elétrica”, denuncia.

Também morador da área, o jornalista Altino Machado diz que o poder público tem sido omisso com a situação. “Não há fiscalização, nem controle”, disse.

O local foi tombando como patrimônio cultural do Acre, mas a estrada, bastante danificada, uma vez que não foi projetada para suportar caminhões pesados, está tirando o sossego da comunidade. Em época de estiagem, fazendeiros e madeireiros se encarregam da terraplanagem de um ramal de barro que dá acesso ao asfalto, por onde transportam gado e madeira vindos dos municípios de Porto Acre e Sena Madureira.

O deputado Eduardo Farias (PCdoB) pretende apresentar um projeto desviando o antigo anel viário da comunidade. “Ele pode passar um pouco mais longe daqui”, disse Paulo Serra, lembrando que seu pai ‘sonhava’ que o local se transformasse em um ‘bairro restrito’.

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