Para Ney Amorim, a oposição ainda não desceu do palanque

O deputado estadual Ney Amorim (PT) tem sido um dos nomes cogitados para ser o candidato da Frente Popular para a disputa da prefeitura da Capital nas próximas eleições. O parlamentar de 34 anos, que ocupa o cargo de primeiro secretário da Aleac, avalia o quadro pré-eleitoral para 2012. Não esconde as suas intenções de postular a candidatura majoritária com o apoio de alguns setores do PT, mas prefere aguardar o movimento natural da política. Amorim acha que a coligação que governa o Acre há 12 anos irá indicar o candidato ainda este ano.
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A escolha – Indagado se o fato da oposição já ter indicado os candidatos para a disputa de 2012 significa uma vantagem, Ney Amorim responde: “o PT sempre construiu suas candidaturas de maneira muito madura e dialogando com todos os partidos da FPA. A oposição ainda não saiu do palanque desde a eleição passada. Acho que estão cometendo um equivoco de achar que já ganharam a eleição para prefeito em Rio Branco. Estão subestimando ao povo do Acre e a FPA”, avaliou.

Quanto ao seu nome que tem sido ventilado como um dos possíveis candidatos, Amorim refletiu: “dentro do PT aprendi que a gente não se escolhe para ser candidato, principalmente, numa candidatura majoritária. A gente tem que ser escolhido dentro de um processo. Sou um soldado do PT e estou à disposição do partido. Se quiserem discutir o meu nome como uma das alternativas estou disponível. Mas a decisão depende de um debate mais apurado dentro do PT e da FPA para se encontrar um nome que venha a saciar os anseios da sociedade para as eleições 2012”, afirmou.

Apesar de não haver sinalizações claras de quem a FPA escolherá para ser o candidato em Rio Branco, Amorim acredita que o momento da definição está próximo. “Acredito que ainda este ano a so-ciedade irá conhecer o candidato da FPA. As especulações tendem a se intensificar no segundo semestre e a FPA deverá se reunir para que o nome seja definido. Isso é importante para que todos possam entrar em campo para começar o processo”, afirmou.

Cabeça de chapa do PT – Alguns setores petistas não abrem mão de que o partido deverá indicar o candidato em Rio Branco. Amorim fala sobre o assunto: “o prefeito Angelim (PT) está fazendo um grande trabalho e sabemos que não é fácil administrar uma prefeitura com poucos recursos. Ainda assim o Angelim tem dado a resposta para a sociedade. O PT estar colocando o nome para a candidatura é natural. O Jorge Viana (PT) foi prefeito e fez um excelente trabalho”, salientou.

Quanto a sua opinião Ney Amorim prefere ser diplomático.  “Como o Angelim vem fazendo um trabalho bem avaliado temos que discutir de maneira madura dentro do PT o nome que será apresentado. Vamos convidar os outros partidos para discutir as alternativas. Eu defendo a unidade da FPA e o candidato tem que ser de todos. Estamos discutindo, muitas conversas virão e debates irão acontecer. Temos companheiros com qualidade de outros partidos e o PT vai discutir isso de maneira madura”, sentenciou.

Mais de uma candidatura – A deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) tem defendido a tese de mais de uma candidatura da FPA para a disputa eleitoral da Capital. Ney Amorim não concorda. “A FPA chegou ao poder no Acre por dois motivos: primeiro porque atingiu a maturidade política de unificar e segundo porque dialogou com a sociedade. Respeito muito a deputada Perpétua Almeida (PCdoB), mas não concordo com essa tese. A gente tem que ter cuidado porque os adversários nossos estão do lado de lá. Por isso defendo a unidade da FPA”, destacou.

Preparo – Questionado se sente preparado para ser candidato e, numa eventual vitória, administrar Rio Branco, Ney Amorim ponderou: “o PT e a FPA já fizeram muito por mim. Cheguei à Aleac como o deputado mais jovem da outra legislatura. Em seguida me deram a liderança do PT. Era o mais jovem e líder da maior bancada da Casa. Acredito que tenha dado conta do recado. Fui para a reeleição e fui o terceiro deputado estadual mais votado do Acre e, em seguida fui convidado para ser o primeiro secretário dentro de uma discussão conjunta com a FPA. Não me convidarei para ser o candidato e não vou dar nenhum passo nessa direção. Mas se houver o convite considero-me preparado para o desafio”, argumentou.

Projeto de gestão – Quanto aos planos para uma possível gestão da Capital, Amorim destacou: “o projeto de gestão para Rio Branco é o mesmo da FPA. Nós dentro do PT não precisamos inventar a roda. O Jorge, o Binho e, agora Tião têm feito muito para o povo do Acre. Inclusive, o governador Tião Viana (PT) está asfaltando todas as ruas das cidades acreanas. O próximo prefeito de Rio Branco tem que pegar a prefeitura e dar continuidade a esse projeto sempre dialogando com a sociedade. Ninguém vai querer mudar um projeto político e administrativo que está dando certo”, disse ele.

Juventude – As pesquisas eleitorais de qualidade e conteúdo costumam apontar que candidatos jovens passam uma imagem de inexperiência para os eleitores. Ney Amorim discorda completamente da tese. “Quando me falam da minha pouca idade me lembro de quando o PT convidou o Jorge Viana para ser candidato a prefeito de Rio Branco. Ele aceitou o desafio e foi uma das grandes lideranças que ajudou a transformar o Acre. O PT sempre teve a marca da ousadia. O resultado é um Acre cada vez melhor”, avaliou.

O favoritismo da oposição – Alguns oposicionistas consideram que os resultados eleitorais de 2010 garantem um favoritismo. “Não se pode entrar numa eleição dizendo que já ganhou. A oposição comete um erro ao afirmar que a eleição de 2012 está garantida e não está. Vamos ter que conversar muito com as pessoas. E o Tião Viana com o apoio do Jorge Viana e do Aníbal Diniz está fazendo um trabalho incansável no Estado. A oposição precisa apresentar um projeto político de desenvolvimento para a Capital e não só criticar. É preciso debater conosco para que a sociedade possa decidir o que quer. Não dá para vir para uma eleição simplesmente falando mal das pessoas”, finalizou.

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