Justiça solta empresária acusada de sabotagem

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC) mandou, por unanimidade, soltar a empresária Ana Bethânia Marques Lima, na manhã de ontem. A decisão foi favorável ao recurso (habeas corpus) protocolado pela defesa. Presa desde o último dia 15, a empresária foi indiciada por formação de quadrilha, incêndio e dano qualificado.
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Com parecer favorável do Ministério Público Estadual (MPE), o habeas corpus de liberdade à empresária também se estendeu aos demais acusados: Roberto Enor Hidalgo Morais, Roniglessy Nunes da Silva e Jeilson Vieira Moura, o ‘Gago’. A extensão se deu por considerar ilegais as prisões preventivas de todos eles.
O relator do pedido, juiz Leandro Leri Gross, ‘desembargador’ convocado, concedeu o habeas ‘de ofício’ (sem ter havido requerimento) a Gago, ‘tamanha a ilegalidade’ de sua prisão. Ele seria deficiente mental, mas, segundo a polícia, é um dos principais suspeitos pelas acusações.

O inquérito policial sobre o caso já foi encaminhado à Justiça (1ª Vara Criminal) e de lá ao MPE, para que este examine se oferece ou não denúncia contra os acusados. A promotora de Justiça que atua na 1ª Vara Criminal, Nelma Araújo Melo de Siqueira, é quem examinará o processo.

O outro suposto acusado, José do Nascimento Lima, o ‘Zé Doido’, analfabeto funcional (só saber escrever seu nome), afirmou que não teria feito nenhuma acusação contra ninguém. Disse que seu depoimento fora obtido ‘sob pressão e torturas’ na delegacia, tendo, inclusive, prestado novo depoimento no MPE.

A empresária é acusada de supostamente ter mandado incendiar o rancho Laço Aberto, onde estariam abrigados cavalos de raça. A intenção, segundo a polícia, seria prejudicar os organizadores da Expoacre 2011, na semana do evento. Ela também figura como suspeita de mandar furar os pneus do trator responsável pela limpeza da arena de rodeios e de um trailer, onde estavam abrigados cavalos que participariam das provas.

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