Balanço: Expoacre 2011 movimenta R$ 130 milhões

O desempenho do setor bancário tirou um pouco do brilho dos resultados da Expoacre 2011. Menos pelo resultado em si, mas pelo que ele pode representar. Os bancos tiveram o menor crescimento entre os oito setores avaliados: 10,4%, com destaque para a Caixa Econômica Federal que diminuiu em 44,7% o volume financeiro negociado. O Banco da Amazônia também teve desempenho negativo: diminuiu em R$ 10 milhões comparado à feira do ano passado. O Banco do Brasil foi a exceção. Com 1025,6% de crescimento, alavancou a tímida performance setorial.
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Para o governador do Acre, Tião Viana, o Banco do Brasil compensou a perda de crescimento do Basa e da Caixa. “O Basa está numa fase de transição de superintendência regional e a Caixa está numa fase de ajuste grande de um programa em expansão que é o crédito habitacional”, defendeu Tião. Nenhum representante do setor financeiro estava presente à entrevista coletiva que anunciou o balanço comercial da Expoacre 2011.

Ter volume de financiamentos crescendo de forma tímida em uma feira de negócios pode ser um indicador de cautela do empresariado local. O comportamento aponta uma tendência da cultura do “risco mínimo” entre os empresários, em um mercado com setor privado já muito acomodado com a presença do Estado referendando quase tudo. Por telefone, o superintendente do Banco da Amazônia no Acre, José Roberto da Costa, alegou que está “em recesso” e que, por isso, não iria poder se pronunciar sobre o trabalho do banco durante a Expoacre. Ele informou ainda que seu substituto também não poderia atender porque estaria “participando de uma reunião”.

O superintendente da Caixa Econômica Federal no Acre, Aurélio Cruz, também não pôde se pronunciar sobre o assunto, segundo a assessoria do banco, porque participava de uma videoconferência.

O governo, como não poderia deixar de ser, comemora o crescimento no volume de negócios na ordem de 34,1%, totalizando uma movimentação financeira oficial em torno de R$ 130,4 milhões. Ano passado, o volume negociado foi de R$ 97,2 milhões. Para demonstrar que a feira contemplou grandes e pequenos empreendedores, a assessoria de governo convidou o agricultor José Francelino, mais conhecido como Detinho, morador do Ramal Novo Horizonte. Comercializou 6 mil tapiocas (1,8 mil quilos de goma) e arrecadou cerca de R$ 17 mil.

Agricultura – O setor de máquinas e implementos agrícolas, além do setor bancário, também é um bom termômetro para medir a confiança do empresariado na estabilidade do mercado. A venda de tratores foi boa. De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Planejamento, foram vendidos 30 tratores. Para nove dias de feira, é um bom número. Um agricultor ou uma cooperativa só se endivida para comprar uma máquina do porte de um trator se confiar na estabilidade do mercado. Sem estabilidade, não há como se endividar com responsabilidade.

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