Gigante do setor automotivo, Kia entra no mercado acreano

A Auto Acre, concessionária que traz a bandeira da coreana Kia, está localizada na Via Chico Mendes e se prepara para iniciar, no início de outubro, a prestação de serviços no Estado, em um momento de expansão da montadora em todo mundo. Atualmente, a Kia está com 14 unidades de manufatura e montagem divididas em oito países e com uma produção anual de 1,4 milhões de veículos. Somente nos primeiros seis meses de 2011, a Kia Motors do Brasil, empresa responsável pela importação, importou 57 mil carros.

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Esses números fazem com que a empresa seja destaque da marca. Liderada pelo empresário paulista José Luiz Gandini, a Kia Motors do Brasil conquistou por três vezes, o título de “melhor distribuidora do mundo”.

É com esses parceiros que o empresário Marcello Moura, diretor-executivo da Auto Acre, vai atuar no mercado regional. Atualmente, o market share da Kia (quanto a marca detém do mercado nacional) orbita em torno de 2,5%. Embalado pelo crescimento de quase 80% das vendas no primeiro semestre deste ano em comparação ao primeiro semestre do ano passado, Moura quer que o Acre faça parte dessa expansão. “Com um deságio de quinze por cento em relação aos carros de setor e com cinco anos de garantia, temos diferenciais importantes para conquistar o mercado”, analisa o empresário.

A Auto Acre é a primeira concessionária do país a ser construída com a nova concepção visual da marca. Tudo é avaliado seguindo os padrões estabelecidos pela equipe de vendas da Kia Motors Corporation. “Até a luz tem que estar dentro dos padrões”, afirma o empresário Marcelo Moura.“Cada detalhe é acompanhado de perto para que o cliente compreenda a seriedade com que são ofertados os conceitos dos carros Kia”.

A Auto Acre possui 2,8 mil m² e deve gerar 20 empregos diretos: mão de obra também qualificada de acordo com os padrões exigidos pela marca.

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Moura: diferenciais importantes para conquistar o mercado

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Atualmente, a Corea do Sul atende aos gostos dos mais exigentes consumidores do mundo. E, no que se refere a mercado automotivo, ao falar em Corea do Sul é automático raciocinar a marca Kia. Com um faturamento estimado em US$ 17 bilhões e empregando, aproximadamente, 40 mil funcionários, a Kia fala no mesmo nível das maiores montadoras, tanto de veículos de serviço quanto de passeio.

Consumidores europeus e norte-americanos estão acostumados a priorizar conforto e segurança. Por isso, o que, no Brasil, são “opcionais” em outras montadoras, já faz parte da linha de montagem de todos os carros com a marca Kia. “Sistema de freios ABS, air bags, aparelhos de som, roda com liga leves são tratados como uma espécie de direito do consumidor e não como opções para quem pode pagar mais”, diferencia o empresário Marcello Moura.

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Mesmo antes da inauguração da loja, Sorento já é um dos carros mais procurados


ARTIGO

Os fundamentos da licitação pública no Brasil e o desafio do Acre na área de compras governamentais

Daniel Zen

00Kia4Há um claro conflito de valores entre os princípios que informam e regem as licitações públicas no Brasil e uma das finalidades precípuas do Estado Brasileiro.

Segundo a doutrina do Direito Administrativo, além das três funções estatais primordiais – legislativa, jurisdicional e administrativa – existem aquelas demais funções que são mais afetas a Administração Pública em sentido estrito, quais sejam, as funções de fomento, de polícia administrativa e de serviço público (há autores que incluem ainda as funções de intervenção e de regulação).

Na função de fomento estão abrangidos os esforços do Poder Público para o incentivo à iniciativa privada de utilidade pública, incluindo subvenções, financiamentos, favores fiscais e desapropriações.

Nesses termos é dever do Estado, em seu aspecto de fomento e incentivo ao desenvolvimento econômico, estimular os diferentes elos dos diversos arranjos produtivos que movem o motor da economia nacional e local. E uma das formas de estimular tais cadeias produtivas reside, seguramente, no fato de que o Estado é um dos grandes consumidores (comprador ou usuário) da produção da iniciativa privada, abrangendo bens e serviços.

Feita estas considerações, observemos os princípios que orientam as licitações públicas: além dos princípios gerais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e eficiência, são também princípios informadores das licitações a vinculação ao instrumento convocatório (edital) e a igualdade entre os licitantes. Tais princípios estão fundamentados em valores maiores, de natureza filosófica, que são o princípio da ampla concorrência, fundado, por sua vez, no valor liberal-burguês da livre iniciativa.

Em licitações públicas, independentemente das modalidades (até mesmo no pregão, presencial ou eletrônico) ainda que diante de critérios de melhor técnica e preço (e não necessariamente de menor preço), a lógica que prevalece é a do vencedor único sobre os vários vencidos, perdedores em suas propostas em certames sempre bastantes concorridos, em se tratando de obras, serviços ou compras governamentais. Em outras palavras, a lógica que prevalece entre o Estado (enquanto comprador ou contratante) e os concorrentes de um certame licitatório (enquanto vendedores/contratados) é, portanto, a da concentração de renda, em detrimento da distribuição.

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Nesse sentido, indaga-se: o que importa mais ao Estado, do ponto de vista do interesse público e coletivo? A garantia de realizar compras governamentais, contratar obras ou serviços pelo menor preço ou estimular uma quantidade o quanto maior possível de agentes/partícipes dos já mencionados elos das cadeias produtivas da economia?

Sopesando princípios, parece-nos cristalino que, em se tratando de compras governamentais, o bem jurídico a ser tutelado a partir da função estatal de fomento (estimular a economia nacional e local) prevalece sobre o princípio da ampla concorrência e da livre iniciativa, desde que estejam preservados os princípios da economicidade e da eficiência.

E é fato que existem diferentes formas, além daquelas modalidades de licitação previstas na Lei nº 8.666/1993 e na Lei nº 10.520/2002 (Lei do Pregão), que podem possibilitar a realização de gasto público sem ferir os princípios da economicidade e da eficiência e demais princípios constitucionais da Administração Pública, preservando-se, ao mesmo tempo, a política de preços máximos (com observância simultânea de critérios de qualidade) e a democratização da destinação de recursos públicos para a iniciativa privada.

Esse é o debate que o Governo do Povo do Acre, capitaneado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia (SEDICT) vem travando com os setores produtivos de nossa sociedade. Iniciado com a realização do 1º Encontro de Marceneiros do Estado, em 29 de abril deste ano, o diálogo entre o Governo e os diferentes sindicatos representativos do Setor Produtivo, com intermediação da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), tem sido composto por uma série de reuniões, encontros e debates, com o intuito de discutir novos modelos e respectivos marcos regulatórios que versem sobre compras governamentais.

A competência para legislar sobre normas gerais relativas à compras, licitações e contratos é da União. Nesse sentido, o Acre, assim como os demais estados, está vinculado ao cumprimento da legislação federal sobre a matéria. Ocorre que, mesmo assim, existe competência residual no âmbito estadual para legislar sobre o mesmo assunto, naquilo que não agredir as normas de caráter geral.

A partir de tal diálogo com o setor moveleiro, por exemplo, já avançamos para um modelo de aquisições públicas de mobiliário baseado na modalidade de credenciamento, através da qual é possível adquirir um produto de fabricação local de diferentes fornecedores previamente credenciados, sem a necessidade da competição própria do certame licitatório, desde que atendidas determinadas condições pré-estabelecidas, tais como as normas técnicas de padrão de qualidade e o preço máximo.

Na mesma senda, o Governo Federal já havia instituído a modalidade de chamadas públicas para aquisição de produtos alimentícios oriundos da agricultura familiar, através de suas organizações de produtores ou entidades representativas, em um programa chamado de PAA: Programa de Aquisição de Alimentos. Tal metodologia foi ampliada para outros setores e está sendo aplicada também no Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, sendo adquiridos produtos da agricultura familiar em larga escala para a merenda escolar.

Nesse exato momento, o Estado está prestes a regulamentar, por Decreto, a Lei Estadual nº 1.295/1999, que instituiu a regionalização da merenda escolar e que caiu em desuso. A idéia da regulamentação da lei é estender o benefício hoje usufruído pelos produtores da agricultura familiar para a pequena e a média indústria de alimentos locais, estabelecendo uma reserva de mercado que não tem nada de ilegal, mas, sim, procura estimular os empreendimentos que geram emprego em nosso Estado.

Necessário também ampliar este debate para outros setores da produção local, que não somente o setor moveleiro, da produção agrícola familiar ou da indústria de alimentos.

Esse é o desafio que está posto: instituir novas formas de realizar compras governamentais, que estimulem a produção local, afastem as possibilidades de burla a legislação (os chamados “pasteiros”) , gozem de segurança jurídica e garantam o preço justo e os critérios de qualidade por aquilo que for contratado pelo Estado. Naquilo que não afrontar a Constituição e a legislação federal, é dever do Estado do Acre encontrar o caminho da inovação e da vanguarda jurídico-normativa, partindo da experimentação de outros Estados que ousaram inovar em legislação de compras, licitações e contratos administrativos.

* Daniel Zen é secretário estadual de Educação.


Região de fronteira não pressiona preços de seguros de automóveis

ITAAN ARRUDA

A lei sancionada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, que trata da legalização de carros que transitam irregularmente no país, não trouxe consequências para os preços dos seguros de automóveis no Brasil. Ao menos é o que garante o diretor-executivo daFederação Nacional de Seguros Gerais, Neival Rodrigues Freitas. “Não é esse o fator que pressiona preços dos seguros de veículos”, garante. “O que pressiona é o número de ocorrências em uma determinada região”.

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Rodrigues: aumento da ocorrência de furtos pressiona preços dos seguros. Nos primeiros seis meses de 2010, foram roubados 103 veículos no Acre. Somente 35 foram recuperados

Há dez dias, a Federação Nacional de Seguros Gerais participou de uma agenda em La Paz, com representantes do Itamaraty, Denatran e do governo boliviano. Na pauta, a formulação de um sistema integrado de informações que possa ajudar na prevenção a roubos ou identificação de veículos roubados. É um trabalho que exige articulação não só entre Brasil e Bolívia, mas deve incluir Uruguai, Argentina, Peru e até o Chile.

A Polícia Federal divulgou, no fim de agosto, que a lei sancionada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, poderia legalizar quatro mil veículos roubados no Brasil que transitavam irregularmente na Bolívia. Havia pedido para legalizar 128 mil. “Não é por estar em área de fronteira que os preços dos seguros aumentam, mas a frequência com que os furtos acontecem”, reforça o diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais, Neival Rodrigues Freitas.

No Acre, o preço dos seguros de veículos teve reajuste médio de 15% de setembro de 2010 a setembro de 2011.O gerente da Líder Seguros, Marcelo Lemos, concorda com o raciocínio de que as medidas do governo boliviano não pressionam os preços dos seguros aqui, mas desconfia da relação com a região de fronteira. “Não é bom”, assegura Lemos. “Ficamos muito vulneráveis”. A Líder é a maior seguradora da região, com uma carteira de mais de 5 mil clientes e 13 anos no mercado. É a empresa autorizada a representar as seguradoras Porto Seguro, Allianz e Sulamerica.

O representante da Líder Seguros afirma que os clientes para os quais presta serviço ainda não tiveram problemas com furtos com destino à Bolívia. “Se isso acontecer com frequência entre os segurados, certamente irá impactar nos preços”, explica. “Por enquanto, isso ainda não tem acontecido com a frequência que exija recalcular preços”. Em média, o preço do seguro custa 5% do valor doveículo.
Hoje, aproximadamente, seis empresas trabalham com seguros de veículos no Acre e o sindicato que representa o setor é sediado em Porto Velho, o Sindicato das Corretoras de Seguros de Rondônia e Acre.


Governo faz concessão de uso de silos graneleiros para iniciativa privada

ITAAN ARRUDA

Projeto de lei do Governo do Estado, que autoriza concessão de uso dos silos graneleiros para iniciativa privada, deve ser votado em regime de urgência na Assembleia Legislativa ainda este mês. A “Lei dos Silos” foi encaminhada para Aleac em julho desse ano. A intenção do governo traz mudanças de concepção na forma de produzir no meio agrário, já corriqueira em outras regiões: a exigência de uma nova postura do agricultor diante das necessidades do mercado; a necessidade de organização da classe trabalhadora rural e a formação de uma base de capital instalado que dê estrutura para gestão e melhoria da produtividade.

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Capoeira de um lado e área preparada para a semeadura de milho do outro. Aos poucos, a geografia do Vale do Acre é dominada pela agricultura em novas bases produtivas

O Governo do Estado, com essas referências, atua como indutor do desenvolvimento e aponta tendências. Os silos em atividade estão localizados na região do Vale do Acre, a mais populosa e com maior presença da agropecuária. Nas cidades de Senador Guiomard, Plácido de Castro e Brasiléia, os silos graneleiros têm capacidade para secagem e armazenamento de até 52 mil sacas de milho, o carro-chefe da produção agrícola. Nesses locais, ainda neste ano, o governo quer conceder para iniciativa privada uma estrutura reformada e com duas vezes mais capacidade de armazenagem.

Para os produtores da Transacreana, região com forte presença da agricultura familiar, outro silo com capacidade de armazenamento de 60 mil sacas está sendo construído. Não é à toa que o Governo do Acre tem investido na infraestrutura do setor produtivo agrícola. O momento é um dos melhores para a safra de grãos. Com destaque para o milho. Por dois motivos: a safra norteamericana de 2011 está em crise e a demanda interna no Brasil aumentou. Nos Estados Unidos, o milho é usado basicamente para a produção de biocombustível. Aqui no Brasil, sobretudo em estados com baixo indicadores sociais como o Acre, o milho garante a segurança alimentar às famílias dos agricultores e serve de base para a cadeia produtiva de boa parte dos produtos agropecuários.

No Acre, o entusiasmo acompanha o ambiente do Mato Grosso, que regula o preço da saca de milho aqui na região. “Tenho o costume de dizer que a secretaria de Agropecuária vai se tornar, em breve, a secretaria do agronegócio”, entusiasma-se o secretário de Agropecuária, Mauro Ribeiro. Há números que justificam o comportamento de Ribeiro.

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Agricultor Valdomiro dos Santos e secretário Mauro Ribeiro: lucros do último plantio já pagaram todos os custos de produção da safra 2011

Em 2007, quando o ex-governador Binho Marques criou as Zonas Especiais de Desenvolvimento (áreas com algum capital instalado e estrutura de transporte e produção razoáveis para os padrões locais), a produtividade da região do Vale do Acre era de 60 sacas de milho por hectare. Aproximadamente dois anos depois, alcançou, segundo a Secretaria de Agropecuária, cerca de 80 sacas por hectare. “Hoje, já tem produtor que alcança 146 sacas por hectare”, relata Ribeiro. Essa mudança não teria sido possível sem a implantação do programa de mecanização agrícola.

De fato, uma rápida passagem pela região de Plácido de Castro, constata-se uma mudança na geografia da região. Em alguns ramais, áreas de capoeira de um lado da estrada contrastam com áreas já manejadas para a semeadura. Em boa parte da região, as pequenas propriedades entre dois e 70 hectares estão preparadas para a safra 2011. A terra está pronta, esperando pela chuva.

A história do agricultor paranaense Valdomiro Camargo dos Santos é simbólica desse bom momento da safra de milho. Veio para o Acre em 1983. Já chegou a ter “mais de 50 cabeças de gado”. Hoje, prioriza a agricultura. Na propriedade de 61 hectares, dedicou na última safra 10 hectares para o plantio de milho. Os lucros obtidos do último plantio garantiram o pagamento de todos os custos de produção da safra desse ano que já vai ter área aumentada para 15 hectares. “O gado me dava segurança, sim, mas ma dava muita despesa”, relata o agricultor. “Com o milho, eu tenho mais movimentação de dinheiro”.

Com o conhecimento acumulado de 40 anos de trabalho como técnico agrícola, o Chefe da Divisão de Produção e Mecanização da Secretaria de Estado de Agropecuária, Enio Lazzare, reforça o entusiasmo no meio agrícola. “Temos aqui no Acre um milho de melhor qualidade do que em Mato Grosso”, exagera. “O que não é justo é tentar comparar relações de produção totalmente distintas entre Acre e Mato Grosso e dizer que aqui nossa produção é ruim”.

Comparar o volume da produção matogrossense com a acreana é, no mínimo, um exercício de má fé. O último balanço do Acre em Números, publicação oficial dos dados econômicos do estado, faz referência à safra de 2009 que contabilizou pouco mais de 57 mil toneladas. Bem diferente das mais de 4 milhões de toneladas de milho produzidas no Mato Grosso e comercializadas em mais de 11 mil estabelecimentos comerciais, registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Produtores apresentam iniciativas inovadoras na Expoacre Juruá
A economia de Cruzeiro do Sul ganhou novo ânimo nos últimos meses. Associações, cooperativas e empreendedores individuais resolveram investir em inovações, garantindo o lançamento de novos produtos no mercado. As novidades foram apresentadas durante a Expoacre Juruá 2011 e chamaram atenção dos visitantes.

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Messias apresenta seu novo produto a Edvaldo Magalhães

Uma farofa produzida a partir da mistura da tradicional farinha de Cruzeiro do Sul, com alguns ingredientes como cheiro-verde, alho e cebola, está entre os produtos que mais despertaram o interesse de quem visitou a Feira.

A idéia de fazer uma farofa para comercialização é do empresário Francisco Messias. Ele já trabalha com a produção de polpa de fruta e banana frita, mas agora pretende ampliar seus negócios.
Francisco Messias acredita que a farofa será um produto fácil de comercialização pelo sabor especial e pela facilidade para os clientes. “A intenção é oferecer para o cliente o delicioso sabor da nossa farinha com uma mistura mais que especial. Quem provou a já aprovou”, comemorou.

Conhecido por sua ousadia, ele já se prepara para abrir uma fábrica de gelos em Cruzeiro do Sul. A idéia é colocar no mercado uma diversidade de produtos, garantindo, assim, a geração de emprego e renda para mais famílias.

Nova ração garante economia para criadores
Economia aliada a melhores resultados. Essa é a receita do produtor José Silva, proprietário de uma granja de frangos em Mâncio Lima. Depois de observar o valor nutricional do murmuru e do buriti, ele decidiu fazer uma ração especial utilizando caroços e farelos.

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José Silva criou ração especial que melhorou a produção

O resultado foi acima do esperado. Agora, ele substitui o milho pela ração e ainda garante melhorias na genética dos frangos. “O bom é que estou economizando um bom dinheiro, com uma ração que engorda fácil, dando um gosto especial à carne e até aos ovos das galinhas”, explicou.

Para se ter uma idéia da economia, uma saca de milho custa em média R$ 30. A mesma saca com buriti ou murmuru custa R$ 5. Por ano, José Silva estima uma economia de R$ 60 mil.
A intenção agora é fazer uma ração especial também para suínos. “Estou pensando em melhorar o valor nutricional desse produto para experimentar nos suínos. Tenho certeza que terei bons resultados”, garantiu.

Farinha e feijão ganham moderna embalagem
Quem visita Cruzeiro do Sul é atraído pela farinha e pela diversidade de tipos de feijão. Os produtos, que são comercializados no mercado, chamam atenção e são levados para diversos Estados. Com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência e Tecnologia (Sedict), a cooperativa de Marechal Thaumaturgo e a associação de Cruzeiro do Sul, estão dando uma nova cara para os produtos.

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Novas embalagens ajudam a fechar mais negócios

Eles ganharam uma embalagem especial, com a marca da cooperativa e da associação, garantindo assim, mais qualidade ao produto e mais facilidade na hora de comercializar o feijão e a farinha.
“Isso representa a realização de um sonho. Com essas embalagens vamos conseguir levar nossos produtos para competir com os outros nos supermercados. Estamos mais organizados e poderemos fechar novos negócios”, afirmou o presidente da Coopersonho, Antônio dos Santos.

A idéia é que cada tipo de feijão e de farinha tenha uma embalagem específica, garantindo facilidades na hora da escolha pelos clientes. Muitos comerciantes ficaram interessados no produto durante a Expoacre Juruá.


Indústria Iiba negocia fornecimento para rede nacional Tok&Stok

MAÍRA MARTINELLO

A indústria acreana Iiba Produtos Florestais Sustentáveis se prepara para mais um importante passo rumo ao  mercado nacional de móveis e utensílios de madeira de alto padrão. Há um mês, a empresa iniciou a negociação com a Tok&Stok, famosa rede de móveis e acessórios de decoração e design do país, para fornecimento de nichos de madeira decorativos.

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Produção da Iiba é vendida para lojas das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do país

Cauteloso, o proprietário da Iiba, George Doubré, ainda não adianta muitos detalhes sobre a possível parceria com a Tok&Stok, mas se mostra otimista, uma vez que a empresa acreana já conta com um bom “cartão de visita”: além de fornecer para várias lojas de decoração e presentes de pequeno e médio porte, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, a Iiba possui como cliente, desde 2009, a C&C Casa e Construção, líder no varejo de materiais para construção, reforma e decoração do país. De 2010 para cá,a indústria moveleira já forneceu cerca de quatro mil peças à C&C, entre móveis para área externa e utilitários domésticos de madeira.

“O fornecimento para a C&C atesta que estamos aptos a atender requisitos administrativos e padrões de exigência específicos, que são bem semelhantes entre esses grandes magazines. Inicialmente, enfrentamos muitas dificuldades para atingir o nível de qualidade exigido, tanto na parte administrativa, quanto na de produção. Mas avançamos muito nesse aspecto de gestão, e isso nos colocou numa posição privilegiada. Hoje, temos sim capacidade para atender um nível de clientes bem mais exigente, como a Tok&Stok”, assegura Dobré.

Ele conta que, nesta fase da negociação, os produtos da Iiba ainda serão analisados pelos comitês comercial e de marketing da rede, e que o resultado deve sair dentro de um mês.

Com 30 anos de atuação no mercado brasileiro, a Tok&Stok conta com mais de 20 lojas espalhadas por 18 cidades do Brasil. A empresa foi a primeira organização latino-americana a receber o Global InnovatorAward, reconhecendo-a entre as cinco melhores lojas do mundo no segmento de acessórios para casa e presentes.

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Desde 2010, a empresa  já forneceu mais de 4 mil peças à C&C; possível parceria com a Tok&Stok aumentará visibilidade no mercado nacional

Preocupação ambiental é diferencial competitivo

George Dobré faz questão de destacar que a parceria com a C&C, que agora abre as portas para novos empreendimentos de grande porte como este com a Tok&Stok, só foi possível graças ao apoio do Governo do Estado, que intermediou toda negociação e garantiu a entrada e o reconhecimento dos móveis produzidos no Acre em um mercado mais exigente e também mais lucrativo.

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Dobré:capacidade para atender clientes de grande porte

Na época, as empresas do pólo moveleiro passaram por um rigoroso processo de certificação de produtos florestais para obter o selo FSC. A partir daí, a certificação da produção, a inovação baseada no aprimoramento do design e a utilização de outros materiais alternativos de manejos florestais se tornaram importantes diferenciais competitivos para ingresso no mercado moveleiro do país.

Atualmente, praticamente toda produção da Iiba é vendida para fora do Estado. Em 2008, a empresa uniu-se à Umaltimóveis, de Osmaildo de Abreu Aguiar, e Jarina’s Móveis, de José Osmar Zanatta, nomes consagrados no setor. Desde então, as três companhias passaram a produzir e comercializar produtos com a marca Iiba Produtos Florestais Sustentáveis em conjunto.


Fecomércio faz avaliação positiva do Fórum da Amazônia Legal

Nayara Lessa

Da Assessoria da Fecomércio/AC para o Acre Economia

Melhorias para o transporte, saúde, educação e troca de experiências bem sucedidas que foram realizadas nossetores urbano e empresarial nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Piauí e Tocantins. Esses foram alguns dos temas debatidos durante o 16º Fórum de Presidentes e Superintendentes da Fecomércio e Diretores Regionais doSesc e Senac que compõem a região da Amazônia Legal, realizado nos últimos dias 5 e 6 de setembro, em Roraima.

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Presidente da Fecomércio/AC, Leandro Domingos, participou dos debates no Fórum

A comitiva acreana foi composta pelo presidente da Fecomércio, Leandro Domingos, a superintendente, Sônia Jacinta, a diretora regional do Senac, Hirlete Meireles, e o diretor regional do Sesc, Marcos Pinto.
O fórum é um evento de caráter permanente, destinado, exclusivamente, aos dirigentes do Sistema Fecomércio. No encontro, foram realizadas debates para melhorias do Sistema Fecomércio/Sesc e Senac, desde o desenvolvimento interno, até o programa de relacionamento com as empresas e os clientes externos. Entre os destaques das pautas dos presidentes das Federações está a disseminação de ações e projetos pilotos que foram implantados em outras regionais e que se tornaram referências de sucesso.

“Almejamos unir forças e criar melhores condições de desenvolvimento do comércio de bens, serviços e turismo nesses Estados”, ressaltou a diretora Regional do Senac/AC, Hirlete Meireles.

O presidente da Fecomércio/AC, Leandro Domingos enfatiza que fortalecer as entidades junto à Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo e promover maior aproximação das instituições, no sentido de adequar suas formas de atuação, facilitando intercâmbios e parcerias, também são objetivos almejados pelo Fórum.

“Nossa avaliação é muito positiva, pois as únicas regiões do Brasil que compõem o Sistema Comércio que se reúnem para debater melhorias são os Estados da Amazônia Legal”, explicou Domingos.
O presidente da Fecomércio/AM,José Roberto Tadros, avalia que os Estados da região amazônica ainda tem muito a desenvolver, porém afirmou que o Acre foi o Estado que mais cresceu.

“Há muitos anos conheço o Acre e, infelizmente, nas minhas idas ao Estado, nos anos 80, conheci um Acre desolador. Hoje, o Acre é exemplo de crescimento. Rio Branco é uma linda capital, digna do trabalho do seu povo. E é por este mesmo objetivo que estamos aqui, para buscar formas de desenvolvimentos para os demais Estados da Amazônia”, afirmou Tadros.

Para encerrar o 16º Fórum da Amazônia Legal em grande estilo, os participantes participaram de um jantar de gala, no qual a melhor banda cover oficial dos Beatles da América Latina fez uma apresentação recordando a dos músicos originais.

 

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