Governo assegura medicamentos gratuitos nas farmácias populares

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde (MS) criou o Programa Saúde Não Tem Preço para garantir remédios gratuitos às pessoas que sofrem de diabetes e hipertensão arterial. A distribuição dos medicamentos é feita em farmácias populares e credenciadas, ou seja, aquelas que são parceiras do programa.
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Esse programa foi criado em 2004 e era chamado de Farmácia Popular do Brasil com suas próprias unidades farmacêuticas para oferecer a população mais uma forma de acesso à medicação. Em 2006 o programa se expandiu para a rede privada sendo chamado de “Aqui tem Farmácia Popular”.

No Acre existe uma farmácia popular localizada na Capital, já as credenciadas são 290 distribuídas entre os municípios do estado. Cada farmácia que tem parceria com o programa possui um banner com o slogan Aqui Tem Farmácia Popular.

Segundo a gerente da Divisão de Agravos Crônicos Degenerativos, Adriana Lobão, além da distribuição de remé-dios gratuitos para quem sofre de pressão alta e diabetes, o Governo Federal financia 90% do valor de referência aos medicamentos para outras doenças como asma, rinite, mal de Par-kinson, osteoporose, glaucoma, além de fraldas geriátricas.

“Para o paciente ter acesso aos medicamentos disponibilizados pelo programa, ele precisa passar por uma consulta médica realizada nos postos de saúde. Com a receita, que é válida por 120 dias, ele pode dirigir-se a farmácia popular ou nas drogarias credenciadas portando o CPF e um documento com foto para cadastrar-se e assim adquirir o remédio”, afirma Adriana.

A gerente da Farmácia Popular de Rio Branco, a farmacêutica Isabela Cursage, afirma que “cerca de 100 atendimentos são realizados diariamente e caso a pessoa não possa se deslocar basta um responsável ir até a Farmácia Popular fazer uma procuração, em nome do paciente, para adquirir os remédios. Além das farmácias populares e drogarias parceiras do programa os medicamentos estão disponíveis nos postos de saúde”.

De acordo com um dos representantes das redes de drogarias do Acre que mantêm convênio com o Governo Federal, Jorge Camarão, “dispensamos esses medicamentos, tanto para os pacientes do Sistema Público de Saúde, como também para os pacientes da rede privada”.

O auxiliar de serviços gerais, Willian Damasceno, 29, sofre com os sintomas do diabetes há mais de 11 anos. Ele relata que antes de fazer o exame de glicemia, observou alguns sintomas como cansaço, perda de peso e quando se machucava a cicatrização do ferimento era longa.

“Quando observei que algo estava errado com meu organismo resolvi ir ao médico para verificar meu estado de saúde. Após alguns exames descobri que estava com diabetes e fiquei abalado, pois sabia que teria que tomar remédio por toda minha vida para controlar a doença, além de mudar meus hábitos alimentares e fazer dietas balanceadas”, relata Willian.

Para Willian, o tratamento é caro e o Programa ‘Saúde Não Tem Preço’ facilitou a vida das pessoas que precisam de acompanhamento para o controle do diabetes e outras doenças crônicas.

“O mais difícil pra mim era tomar insulina diariamente, pois além do remédio ainda tinha as seringas, e isso custa caro. Minha situação financeira não é das melhores e, muitas vezes, ficava difícil comprar os medicamentos que controlam essa doença. Com a criação desse programa ficou mais fácil fazer o controle do diabetes. Agora pego os medicamentos de graça e nas drogarias perto da minha casa”, diz Damasceno.

Dados do MS apontam que no Acre existe 1.490 pessoas portadores de diabetes do tipo 1 e 2, e 31.279  com pressão alta. Todas elas estão cadastradas nas farmácias populares e nos Centros de Saúde para realizar o tratamento e receber os medicamentos gratuitamente.

No Brasil as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) concentram 72% dos óbitos o que representa mais de 742 mil mortos por ano. No mundo, estima-se que 63% das mortes ocorrem por DCNT. (Agência Acre)

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