Roberto Barros é o novo desembargador do TJ/AC

O procurador do Estado, Roberto Barros, foi o indicado pelo governador Tião Viana para ocupar a vaga da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deixada por Izaura Maia como desembargador do Tribunal de Justiça do Acre. A indicação oficial foi realizada ontem, no salão nobre do Palácio Rio Branco. Na solenidade, estavam presentes o atual presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Adair Longuini, e o representante da Assembléia Legislativa, deputado estadual Geraldo Pereira.
Roberto-Barros
O baiano Roberto Barros foi nomeado procurador-geral do Estado na gestão do ex-governador Binho Marques. Na ocasião, Barros substituiu Nazareth Araújo, que deixava o cargo para se dedicar à campanha eleitoral. A escolha de um futuro desembargador (que é um preceito constitucional conferido ao governador de Estado) tem sempre critérios políticos como os mais relevantes. Com Barros não foi diferente, mesmo ressaltando a inquestionável capacidade técnica do indicado.

Em 2012, Adair Longuini deixa a presidência do Tribunal de Justiça do Acre. Em tese, o próximo presidente seria Feliciano Vasconcelos de Oliveira que, a julgar pelas últimas três oportunidades que teve, não quis assumir o cargo. Se isso ocorrer, a regra exige que a corte seja presidida pelo desembargador mais jovem. No caso em questão, o desembargador mais jovem certamente será Roberto Barros.

Há um desafio pessoal para Roberto Barros imposta com essa mudança: a capacidade de se reinventar no exercício da função pública. O motivo é simples. Assumindo aos 37 anos uma vaga de desembargador no TJ, Barros terá uma carreira de 23 anos na mais alta corte de Justiça do Estado.

Doze desembargadores – O presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Adair Longuini, adiantou as articulações que estão sendo feitas para que o TJ tenha 12 desembargadores. Atualmente, são nove desembargadores. Com a saída de Izaura Maia e Miracele Lopes Borges, o número fica reduzido a sete, sendo que, na prática, três desembargadores ficam com atividades comprometidas com a gestão do Tribunal. “Estamos passando por um momento difícil no Tribunal”, afirmou Longuini. “No final desse ano serão adicionados mais dois desembargadores e o terceiro no fim de 2012”. De acordo com Longuini, essa medida permite a criação de mais uma câmara de julgamento.

 

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