MP/AC vai acompanhar realização de estudos sísmicos no Juruá

Representantes da empresa Georadar, contratada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para desenvolver estudos sísmicos no Vale do Juruá, foram recebidos, nesta segunda-feira (23), pela Procuradora-Geral Adjunta para Assuntos Administrativos, Kátia Rejane Araújo Rodrigues, e pelo coordenador de Meio Ambiente, o procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes. O encontro faz parte de uma agenda de visitas a instituições para apresentar o projeto que pretende identificar jazidas de petróleo e gás na região.

O Diretor de Operações da Georadar, Ricardo Savini, que esteve acompanhado de integrantes do governo estadual, apresentou detalhes de como será feito o levantamento sísmico. Segundo ele, serão abertos pequenos furos no solo, com cerca de quatro metros de profundidade; dentro de cada furo, serão colocadas dinamites. Ao serem detonados, esses explosivos emitem ondas sísmicas que são detectadas por sensores e registras em programa de computador. O resultado vai indicar os programas necessários para dar início à prospecção.

“A atividade sísmica nada mais é do que uma fotografia do subsolo, que vai mostrar a prospectividade da região, onde existe gás e poços podem ser instalados, dentre outras informações. Se o levantamento mostrar que existe potencial, a ANP deve encomendar um estudo mais detalhado e depois iniciar a exploração”, explica Savini.
A licença ambiental autorizando o início da atividade, que custará R$ 53 milhões, foi expedida pelo Ibama em fevereiro deste ano. Ricardo Savini garantiu que todas as exigências vão ser observadas e que os danos ao meio ambiente serão pequenos e restritos às linhas sísmicas.

O procurador Sammy Barbosa destaca que o Ministério Público vai acompanhar o estudo. “No Acre, nós buscamos a maturidade institucional na tentativa de fazer um trabalho em que possamos ser parceiros para ajudar e não apenas para apontar os defeitos”.

A Georadar possui três grandes frentes de trabalho na área sísmica que atualmente estão atuando na Amazônia. No Juruá, o estudo será concluído em dez meses. (Agência de Notícias – MP/AC)

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