Suely Melo discute com lideranças indígenas as necessidades na área da saúde

 Representantes do governo do Acre e lideranças indígenas reuniram-se na quarta-feira, 25, no auditório da Fundhacre, para discutir as necessidades da população indígena do Estado como educação, saúde e produção familiar.

 Dos 15 povos indígenas existentes no Acre, sete estavam representados no encontro. A secretária de Estado de Saúde, Suely Melo, ouviu as necessidades e carências de cada um deles, com o intuito de buscar alternativas para as reivindicações dessas populações para o setor de saúde.

“O governador Tião Viana, juntamente com seus gestores, está buscando alternativas para resolver todos esses problemas, seja na educação, na saúde ou na produção familiar. Estamos aqui para ouvi-los e depois buscar soluções para as necessidades apresentadas”, declarou a secretária Suely Melo.

 De acordo com Suely, os princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS) são universalidade, equidade e integralidade. Portanto, é responsabilidade do Estado prestar serviços de média e alta complexidades – em nível ambulatorial, hospitalar, apoio diagnóstico e terapêutico – a toda a população, sem discriminação de raça, etnia, cor ou religião.

“O governador já se reuniu com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para buscar solução para as necessidades dos povos indígenas no Acre”, disse a secretária, acrescentando que os indígenas têm o direito de serem atendidos nas unidades de saúde, seja do Estado ou do município, como qualquer cidadão. O governo federal, visando dar uma atenção especial para a saúde do índio, criou como estratégia a Secretaria Especial de Saúde Indígena. Assim, há responsabilidades compartilhadas entre os entes federados.

 Durante a reunião, Suely Melo destacou que o Programa Saúde Itinerante já realizou atendimento médico nas especialidades de clínica-geral, pediatria e ginecologia para as populações indígenas Nukini, Nawa, Manchineri e Yawanawá. Serviços como distribuição de medicamentos, exames Preventivos de Câncer do Colo do Útero (PCCU), ultrassonografia e encaminhamentos médicos para a capital também foram disponibilizados pela equipe.

 Outros serviços foram oferecidos à população indígena pela Sesacre: apoio na investigação de surtos em Santa Rosa, Marechal Thaumaturgo e Feijó; atendimento emergencial com transporte aéreo; apoio à Casa de Saúde Indígena (Casai) para agilizar exames laboratoriais na Fundhacre, entre outros.

 A secretária apresentou também as ações que estão previstas para resolver da melhor forma as reivindicações apresentadas, entre elas reunião com prefeitos e gestores municipais de saúde, envio de projetos de apoio à saúde indígena ao Ministério da Saúde, criação de um núcleo de saúde indígena na Sesacre, e melhoria da comunicação das unidades de saúde com os polos base nos municípios.

Fortalecimento da produção familiar – A gerente da Divisão de Extensão Indígena da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Dinah Rodrigues, informou durante a reunião que 27 aldeias já foram contempladas com iniciativas produtivas, como criação de aves, peixes e distribuição de sementes para plantio. Técnicos da Seaprof acompanham e dão toda a assistência a essas comunidades, além de distribuir ferramentas para o roçado.

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