Adutora em ponte de Ji-Paraná/RO rompe e põe em risco internet do Acre e Rondônia

ponte-adultoraUma adutora de água se rompeu na cabeceira da ponte sobre o Rio Machado em Ji-Paraná, Rondônia, na manhã do feriado da última terça-feira, 1º. O aparte da adutora gerou uma fissura na parte lateral de sustentação da ponte e na sua pista de pedestre. Por isso, no dia a BR 364 foi interditada no trajeto da ponte e foi organizado, pela PRF, um desvio pelo Anel Viário da cidade (que resultou em um congestionamento de até 13 horas).

Para os rondonienses de Ji-Paraná os prejuízos vão desde o bloqueio na estrada até o desabastecimento de água de 55 mil famílias que moram na região do Segundo Distrito do município. Já para os acreanos ainda não houve nenhum dano maior além da interdição da entrada da ponte na BR 364. No entanto, ainda há um risco. Após os danos da adutora, equipes da Telefônica/Oi foram chamadas ao local para inspecionar e avaliar as chances de um rompimento nos cabos de fibra óptica que fornecem internet para o Acre e Rondônia.  

A empresa acompanhou de perto as obras emergenciais da responsável pela adutora que se rompeu, a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), e até o momento não houve nenhum interferência na transmissão do serviço de internet localmente. No entanto, os trabalhos de reparo na ponte continuam. Logo, a Telefonica/Oi deve adotar medidas para monitorar e garantir a segurança dos cabos. O Caerd anunciou que já está garantindo R$ 38 milhões pelo PAC 2, para a substituição total dos 7 Km rede da adutora. O trabalho deve ficar pronto em 32 dias. Até lá, o desvio pelo Anel Viário deve manter a estrada aberta.

Um laudo técnico está sendo feito para descobrir as causas do rompimento da adutora. Segundo a empresa GM Engenharia, o incidente poderia ter sido evitado, uma vez que a ponte, quando foi construída, em 2008, deveria ter sua estrutura planejada para evitar acidentes futuros. No caso, a GM diz que a adutora deveria ter sido colocada fora do chamado ‘corpo de aterro’ da sua rede e que um alerta foi emitido na época, mas o Caerd não o seguiu. (Com informações do Portal Diário da Amazônia e Correio Popular de RO)

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